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PCP expulsa militante por criticar “geringonça” nas redes sociais. Segundo a Comissão Central de Controlo o militante usou o Facebook para “campanha contra o partido”

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PCP
Autor: Vítor Santos | 6 de Abril de 2019

Guilherme Antunes tem 69 anos e, durante dez anos, fez parte da direção política da concelhia do PCP de Cascais.

Esta semana recebeu, como “um soco no estômago”, a nota de expulsão emitida pela Comissão Central de Controlo do partido, o órgão máximo da disciplina comunista.

A lista de acusações é vasta e inclui as “várias publicações nas redes sociais” em que o militante criticou a direção e a decisão de manter a ‘geringonça’ com o PS, apesar de se terem acentuado as divergências entre os dois partidos.

“Calúnias” e um comportamento “indigno de quem se afirma comunista” foram alguns dos motivos invocados para lhe retirar o cartão de militante.

Mas há mais. Guilherme Antunes é acusado de ter desviado dinheiro dos cofres da concelhia do PCP e de ter ficado com quotizações de militantes, num processo em que o antigo dirigente garante nunca ter sido ouvido.

Nega ter feito qualquer aproveitamento financeiro, no que considera ser uma “campanha negra, uma vilania inominável e uma indecência”.

Acusa: “Visa pôr em causa a minha honra.” “É um processo kafkiano” e de “verdadeira perseguição política”.

Os pormenores do “processo” que terminou com a sua erradicação do PCP, foram registados durante o último mês, na sua página de Facebook.

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