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A indignação triste do Presidente da República

Publicado por Vítor Santos em 24 de Outubro de 2018 | 23:20

O Presidente da República não teve tempo para se indignar quando estes criminosos espancavam idosos e visita-los nos hospitais?

Marcelo e os ladrões

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Que o ministro da Administração Interna se tenha indignado com a fotografia dos três ladrões capturado no Norte pela PSP, não me surpreende. De resto, tudo o que venha deste Governo socialista, já nada me surpreende!

Não foi por acaso que um dos fundador do PS, Henrique Neto, deixou o partido por, segundo ele, a “corrupção” que prolifera no meio.

E também não foi por acaso que a atual eurodeputada socialista Ana Gomes, tenha aconselhado o PS a fazer uma introspeção sobre como se “deixou instrumentalizar por Sócrates” e ter afirmado que o PS se tornou instrumento de “corruptos e criminosos”.

Quanto mais não fosse, as declarações deste dois socialista retiram toda a credibilidade ao PS e, consequentemente, aos executantes da atual legislatura.

Dai, não me surpreender e até ignorar, quase na totalidade, as declarações e indignações de secretários de Estado e de ministros deste Governo PS, em que cada um dos membros governa para si e está-se nas “tintas” para o país.

Mas, o que ainda me surpreende, é termos um Presidente da República, garante das instituições democráticas e segurança dos portugueses, vir a público pegando nas palavras do ministro da Administração Interna e indignar-se com a divulgação da fotografia dos ladrões capturados no Porto.

Falou em “dignidade”! Estes três criminosos que durante mais de um ano assaltaram, roubaram e torturaram pessoas idosos, merecem dignidade? Agora os agentes da PSP são vilões e os criminosos são “coitadinhos”?

O Presidente da República não teve tempo para se indignar quando estes criminosos espancavam idosos e visita-los nos hospitais?

Claro que não teve tempo! Seguramente que esteve ocupado em ensaiar folclore africano para não ficar tão ridículo na “dança”. A ver diante do espelho qual o seu lado melhor para ficar bem nas selfs e encontrar forma de perder a barriguinha para o próximo Verão… mas atenção! Vem ai o Natal e estou certo que o presidente vai comer umas “sopinhas” com os “sem abrigo” e… isso engorda! A propósito: quantos “sem abrigo” o presidente tirou das ruas?

Mas nós, os portugueses, não o elegemos para essas coisas! Os portugueses elegem o Presidente da República como Chefe Supremo das Forças Armadas e para fiscalizar o Governo. E o que faz Marcelo?

Não se indigna com o desaparecimento das armas de Tancos. O Governo simula o aparecimento das mesmas; sabe-se que é mentira e o presidente diz não saber de nada e remete o caso para a justiça.

O ministro das Finanças, na apresentação do OE para 2019, anuncia um fundo de meio milhão de euros que ninguém sabe para que vai servir e o presidente não se indigna.

O Governo de Portugal gasta mais de meio milhão de euros em viagens e o presidente não se indigna.

A ministra do Mar, mulher do ministro da Administração Interna, nomeou ontem Eduardo Paz Ferreira, marido da ministra da Justiça para presidir à Comissão da Renegociação de Concessão do Terminal de Sines e o presidente não se indigna.

A maior parte das vítimas dos incêndios do ano passado continuam a viver ao relento e o presidente não se indigna.

Um ministro e um secretário de Estado indiciados nos casos “vistos gold” e operação marquês” foram agora nomeados e o presidente não se indigna.

O presidente que devia ser o garante do funcionamento das instituições democráticas, afinal, não passa de um cata-vento, de um lunático cuja sua ação, conivente, dirige este país para a nova Venezuela da Europa.

Opinião: Vítor Santos


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