A modelo negra que revolucionou a Moda e Beleza

Publicado por Adília Vieira em 22 de Julho de 2020 | 22:26

Na semana do 65º aniversário de Iman, lembramos a importância do seu papel como modelo, empresária, filantropa e, acima de tudo, mulher

Referirmo-nos a Iman Abdulmajid, mais conhecida por Iman, apenas como supermodelo é demasiado redutor para uma mulher com tanta garra e visão. Depois de ter sido descoberta pelo fotógrafo americano Peter Beard, a modelo nascida na Somália conquistou um lugar de estatuto no mundo da Moda.

O seu corpo esguio e alto, pescoço comprido e rosto suave, Iman tornou-se musa de inúmeros designers como Gianne Versace, Donna Karan ou Calvin Klein. A somali ganhava cada vez mais influência junto dos criadores que a chamavam a participar no processo criativo, Yves Saint Laurent era um deles e Iman não só era uma das suas modelos favoritas – apelidou-a de “mulher de sonho” -, como lhe dedicou a sua coleção “African Queen”. Em 1976, foi capa da Vogue italiana, tinha 24 anos.

Iman também não deixou o mundo da Beleza indiferente, tendo assinado contrato com a Revlon logo após a sua aparição na publicação italiana. Com mais de 20 anos de carreira, a modelo percebeu que havia (há?) uma grande falha no que toca à variedade de maquilhagem para peles negras. Em 1994, criou a Iman Cosmetics, a primeira marca de Beleza dedicada inteiramente a produtos de Beleza para mulheres negras. Hoje, o seu grande papel é a inclusividade, sendo destinada a “mulheres de todas as cores e etnias, preenchendo as lacunas de outras empresas de Beleza”.

A empresária deu ainda no pé no mundo da representação. Iman foi a deusa egípcia no videoclipe da música “Remember The Time” de Michael Jackson, ao lado de Eddie Murphy. Participou em inúmeros filmes e séries, entre eles o premiado pela Academia “África Minha”, com Meryl Streep, e a famosa série “Miami Vice”. A modelo foi ainda júri nos programas “Project Runway” canadiano e “The Fashion Show: Ultimate Collection”.

Iman é muito mais do que um rosto bonito, desempenhando um papel fundamental em causas sociais. A viúva de David Bowie trabalhou de perto com associações como Keep a Child Alive, Safe The Children e Children’s Defense Fund, na luta pela defesa dos Direitos das Crianças, assim como a sua proteção. Está também envolvida num projeto para terminar com o tráfico dos chamados diamantes de sangue, com o nome Enough Project.

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