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Aproveitamento da desgraça em Pedrógão

Publicado por Vítor Santos em 19 de Julho de 2018 | 23:15

Mas este é o país que temos! Um país em que o Governo contrata arguidos para assessores; um país cujo povo gosta da desgraça e elege corruptos…

CCDRC

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Meio milhão de euros de fundos destinados à reconstrução de casas de primeira habitação terão sido desviados para habitações não prioritárias, isto é, casas de segunda habitação e, alguma delas devolutas, abandonadas há alguns anos.

O processo de candidatura à reconstrução destas casas foi possível através de um ato burocrático simples: os proprietários alteraram a morada fiscal das suas residências para as das casas abandonadas.

Em termos documentais, estes processos cumprem a lei. A CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro), não tem o poder de fiscalizar a veracidade de documentos passados pelas Finanças, por exemplo, nem por autarquias ou outras entidades.

No entanto, hoje ouvem-se vozes de deputados indignados com tal situação e, curiosamente, são os mesmos deputados que no início da presente legislatura, alteraram a morada fiscal (e alguns nem se deram ao trabalho de o fazer), para fora de Lisboa para meterem no bolso mais 500 euros por semana; dois mil euros por mês; 24 mil euros por ano.

Perante estes factos concluo que existe um denominador comum entre os indivíduos que alteraram a morada fiscal para que lhes reconstruíssem as casas em Pedrógão e aqueles que fizeram o mesmo para receberem mais subsídios em São Bento: São portugueses sem escrúpulos que não respeitam nada nem ninguém.

Sabe-se, hoje, que os donativos em dinheiro para auxiliar as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, ascendem a 4.409.878,69 euros, ao qual se junta uma verba de 2.500.000 euros disponibilizada pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social. São cerca de seis milhões de euros, dos quais, apenas um terço chegou à mão de quem precisa.

Existem 4 milhões de euros que naufragam pelos gabinetes, corredores do poder e, provavelmente, algumas casas de banho. Como podem os portugueses indignarem-se com 500 mil euros?

Mas este é o país que temos! Um país em que o Governo contrata pessoas a contas com a justiça (arguidos). para assessores; um país cujo povo elege corruptos; um país cujo povo organiza jantares e almoços de solidariedade a corruptos e ladrões…

Em suma, um país e um povo que tem o que merece.

Vítor Santos


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