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Assalto ao BCP perpetrado por Sócrates e companhia

Publicado por Vítor Santos em 11 de Junho de 2019 | 21:24

O financiamento a Joe Berardo fez parte de uma estratégia de assalto ao BCP da responsabilidade de Vítor Constâncio, Teixeira dos Santos, e José Sócrates

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O financiamento da Caixa Geral de Depósitos a Joe Berardo fez parte de uma estratégia de assalto ao BCP da responsabilidade de Vítor Constâncio, então governador do Banco de Portugal, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, e José Sócrates, na altura, primeiro-ministro. A acusação foi feita na segunda comissão de inquérito à CGD pelo ex-presidente do BCP, Filipe Pinhal.

Filipe Pinhal defende que José Berardo foi o verdadeiro líder do BCP entre 2008 e 2012 e que não havia quem afrontasse aquele que era, na altura, um dos homens mais poderoso do país. “De 2008 a 2012 o presidente do BCP foi o senhor Berardo”, afirmou o antigo presidente do BCP esta terça-feira numa audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos.

O antigo administrador do BCP referiu que Berardo “foi eleito em maio de 2008 para presidente da comissão de remuneração” do banco. Acrescentou que nesse órgão “fazia parte como vogal Luís Champalimaud que era presidente do Conselho Geral e de Supervisão”. Recordou ainda que Carlos Santos Ferreira, que saiu diretamente da CGD para o BCP no início de 2008 “tinha sido empregado de Champalimaud na Mundial Confiança” e que, portanto, “era o empregado a falar com o patrão”.

Pinhal disse que “olhando para o perfil deles, não tenho nenhuma dúvida que Berardo falava grosso a Champalimaud e dizia a Carlos Santos Ferreira o que ele quer é isto”. Acrescentou que Carlos Santos Ferreira não se atrevia a enfrentar Berardo porque sabia que tinha sido o empresário madeirense a colocá-lo no BCP.

Já do lado da CGD, também não havia oposição a Berardo, segundo Filipe Pinhal. Sabiam “a metralha que Berardo podia fazer no jornal das 9. Metralhava sobre quem quisesse”, diz o antigo responsável do BCP.

Filipe Pinhal conclui que esse poder de Berardo, “convinha muito a quem queria controlar BCP, não tenho dúvida”. E sugere que era Sócrates que influenciava o empresário madeirense. “Que Berardo era devedor de Sócrates por causa da coleção, não tenho dúvida nenhuma. O resto são deduções”, conclui.

Filipe Pinhal entrou no BCP em 1985, data da constituição do banco. Entrou na administração em 1988 e foi presidente executivo entre setembro e dezembro de 2007, sucedendo a Paulo Teixeira Pinto.


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