Aumento brutal nos combustíveis

Prepare-se para mais um aumento brutal nos combustíveis. Gasóleo vai disparar 14 cêntimos na próxima semana e gasolina nove cêntimos

Combustíveis
Autor: Horta e Costa | 4 de Março de 2022

Os preços dos combustíveis vão disparar na próxima semana. Com o preço do barril de brent a bater máximos, os consumidores vão agora ter de pagar mais para abastecer o carro. A partir da próxima segunda-feira, tanto o gasóleo como a gasolina vão ficar mais caros. O preço do diesel aumenta 14 cêntimos, o maior aumento semanal de sempre, enquanto na gasolina a subida vai ser de nove cêntimos, adiantou ao ECO fonte do setor.

Este aumento é substancialmente superior face aos 2,5 cêntimos de aumento no gasóleo e dois cêntimos na gasolina da semana passada. Isto porque o barril de brent, que serve de referência ao mercado europeu, chegou a cotar nos 119,78 dólares, um máximo de 11 anos (11 fevereiro de 2011). Esta sexta-feira o ouro negro já esteve a cotar acima dos 114 dólares, mas agora segue a negociar nos 112,37 dólares, o que representa uma subida de 1,73%. Uma escala de preços que reflete os receios do Ocidente de que as sanções económicas e financeiras vão causar disrupção nas exportações russas de petróleo, reduzindo a oferta num mercado já desequilibrado por uma forte procura pós-pandémica.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. E desde então os avanços não têm parado, com baixas de ambos os lados, e sob forte condenação da comunidade internacional. Pela primeira vez foi atacada uma central nuclear, a maior da Europa, o que veio agravar os receios de uma eventual catástrofe nuclear.

O aumento de 14 cêntimos significa que o preço por litro de gasóleo simples será de 1,81 euros no início da próxima semana e de gasolina simples 95 passará a ser de 1,913 euros com o aumento de oito cêntimos, de acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia.

A evolução dos preços dos combustíveis leva em conta o comportamento da cotação do petróleo e derivados nos mercados internacionais e outros fatores, como a cotação do euro face ao dólar na última semana. E a desvalorização do euro face ao dólar também pesou no agravamento dos preços. O euro está neste momento a cair 0,57% face ao dólar, estando a cotar nos 1,1 dólares, o valor mais baixo desde maio de 2020.

Os preços ao consumidor final podem diferir de posto de abastecimento para posto de abastecimento.

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