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Benfica vence 3-2 no Olímpico de Atenas

Publicado por Horta e Costa em 2 de Outubro de 2018 | 21:14

“Bomba” de Alfa Semedo e “mãos de ouro” de Odysseas tiram Benfica do sufoco e dão a vitória frente ao AEK. No outro jogo, empate entre Bayern Munique e Ajax

AEK - Benfica

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Um golaço de Alfa Semedo deu ao Benfica a primeira vitória nesta edição da Liga dos Campeões. Os ‘encarnados’, que voltaram a vencer nesta fase da prova ao cabo de nove jogos e quebraram o jejum de seis jogos sem marcar, sofreram muito no segundo tempo, após expulsão de Rúben Dias nos descontos do primeiro tempo. No outro jogo, empate entre Ajax e Bayern Munique na Alemanha.

Frente ao adversário menos cotado do Grupo E, o Benfica entrava no Olímpico de Atenas com várias missões: marcar um golo na Championos (algo que não fazia há seis jogos nesta fase), vencer para quebrar o recorde de oito jogos sem ganhar nesta prova e mostrar que a campanha da época passsada (seis derrotas nos seis jogos da fase de grupos) foi apenas obra do acaso.

Sem Jardel, lesionado, Conti foi a escolha para fazer dupla com Rúben Dias no centro da defesa. Salvio voltou ao onze, que teve também o regresso de Gedson e Rafa, após os dois golos ao Chaves, manteve-se nos eleitos. Precisando de vencer para se lançar na luta pelo apuramento, cedo os ‘encarnados’ deram mostras do que queriam.

Durante 15 minutos viu-se um Benfica de classe, a mandar no jogo, a dominar em todas as operações e a marcar dois golos, além de várias oportunidades. O guarda-redes Vasilios Barkas ainda negou o golo a Conti aos cinco minutos, num cabeceamento após canto de Pizzi mas nada pode fazer no minuto seguinte: a primeira ‘bomba’ de Gedson ainda foi defendida com os pés pelo guarda-redes grego mas a bola foi ter com Seferovic que encostou para o fundo das redes, fazendo 100.º golo do Benfica na prova desde que a Champions mudou de formato. Um ano depois, via-se um golo do Benfica na Champions: o último golo das ‘águias’ na prova tinha sido marcado no dia 12 de setembro de 2017.

O Benfica, que tinha marcado o último golo fora na Champions em Istambul no empate 3-3 com o Besiktas em novembro de 2016, voltou a tirar partido das fagilidades defensivas do campeão grego. O veterano Chygrynskiy (defesa ucraniano, que foi um dos muitos erros de ‘casting’ do Barcelona para o centro da defesa) evitou o bis de Seferovic aos 10, no mesmo minuto em que o guarda-redes Vasilios Barkas teve de intervir com classe para negar o golo a Fejsa, numa cabeçada após canto. O Benfica vinha de todos os lados e os gregos não sabiam o que faziam. Quando Grimaldo apareceu ao segundo poste a cabecear para o fundo das redes, do ‘alto’ dos seus 1,71 metros, aos 15 minutos, começou a desenhar-se uma goleada histórica em território grego, tantas eram as facilidades do Benfica. Pizzi meteu a bola nas costas do lateral Bakakis, o catalão fez o resto.

Mas o ‘turbo’ só durou 20 minutos. Estranhamente, o Benfica foi recuando no terreno, começou a fazer a gestão do resultado e despertou o campeão grego. Até ao intervalo teve de ser o guarda-redes Odisseas Vlachodimos a manter a sua baliza a zeros, com defesas fantásticas: aos 24 negou o golo ao lateral Hult, aos 34 ao avançado Ponce e nos descontos ao médio Bakasetas aos 45.

E quando o Benfica preparava-se para ir para o descanso com uma boa vantagem, Rui Vitória sofreu uma contrariedade ao ver Rúben Dias acertar num adversário e ser expulso com um segundo amarelo. Entrou Lema para o seu lugar (deverá fazer dupla com o jovem central luso na receção ao FC Porto) para uma segunda parte de sofrimento.

O técnico Marinos Ouzounidis mexeu ao intervalo, com André Simões mais perto dos centrais, os laterais bem projetados para a frente, encostados à linha, e os extremos a aparecerem pelo meio. O Benfica ficou baralhado nos marcações, principalmente à direita onde o lateral Hult ia desequilibrando. Centrou para Klonaridis reduzir aos 53 minutos num toque na pequena área. Klonaridis fez o 2-2 aos 63 minutos, empurrando para o fundo das redes uma bola vinda de Oikonomou, que cabeceou no poste contrário. O Benfica estava perdido em campo, o AEK vinha com tudo.

Rui Vitória, vendo a sua equipa a sofrer, lançou Alfa Semedo no lugar Pizzi, para jogar ao lado de Fejsa. Uma substuição que resultou já que o ex-Moreirense pegou na bola na zona do meio-campo, foi por aí fora e ‘disparou’ de fora da área, fazendo um golaço, aos 75 minutos. Dois minutos antes, Odisseas Vlachodimos tinha negado o hat-trick a Klonaridis com uma defesa fantástica.

O Benfica, pela ação individual de dois jogadores (Odisseas e Alfa Semedo), conseguia a vantagem na partida, apesar de estar a passar um mau bocado junto da sua área. Rui Vitória refrescou o ataque com a entrada de Cervi no lugar de Rafa, Rodrigo Gallo entrou no lugar de André Simões no outro lado. Os dois técnicos jogavam as suas cartadas mas foi o Benfica quem conseguiu sobreviver ao inferno do Olímpico de Atenas e conquistar os três pontios.

Vitória ao cabo de nove jogos nesta fase da Champions, num encontro onde só a alma de Alfa Semedo e a coragem de Odisseas evitaram novo dissabor dos ‘encarnados’. Segunda vitória seguida na Grécia, depois dos 4-1 ao PAOK nos play-off da Champions.


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