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Branqueamento e burlas na Internet

Publicado por Adília Vieira em 1 de Fevereiro de 2019 | 15:31

“Operação 2BAMULE”: 24 detidos por branqueamento e burlas na Internet. Operação mobilizou 97 elementos da Polícia Judiciária

Polícia Judiciaria

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A Polícia Judiciária deteve 24 indivíduos (11 homens e 13 mulheres) por branqueamento e burlas cometidas através da Internet.

Segundo um comunicado enviado às redações, a operação, designada “Operação 2BAMULE”, mobilizou 97 elementos da Polícia Judiciária e envolveu 21 buscas domiciliárias e 10 buscas não domiciliárias na zona da grande Lisboa.

Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 22 e os 49 anos, lesaram as vítimas num valor aproximado de um milhão e quinhentos mil euros.

A operação foi realizada no âmbito de vários inquéritos dirigidos pelo Ministério Público (DIAP de Sintra e DIAP de Loures) de combate à fraude cometida em plataformas tecnológicas de vendas de bens e serviços.

A atividade criminosa dos suspeitos consistia em simular a venda de bens, nomeadamente veículos automóveis de alta gama a preço reduzido face ao real valor de mercado ou o arrendamento de imóveis através da Internet, levando as vítimas, todas residentes no estrangeiro, a efetuar pagamentos por meio de transferências bancárias, para contas bancárias abertas em Portugal.

Após serem rececionados os pagamentos, as vítimas constatavam que os serviços pretendidos não lhes eram disponibilizados, verificando que tinham sido enganadas pelos agentes do crime, sofrendo um prejuízo patrimonial em consequência desses factos”, explica o comunicado da Polícia Judiciária.

O grupo em investigação, com sede em Portugal, tinha ligações em diversos países da Europa, lesando vítimas residentes na Alemanha, Áustria, Espanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, República Checa e Turquia, e assumindo por isso contornos internacionais.

“Em Portugal foram praticados os factos indispensáveis à dissimulação da origem ilícita dos proventos da atividade criminosa, assim como à mobilização e posterior envio para outros elementos da rede criminosa dos fundos resultantes da atividade delituosa desenvolvida”, acrescenta a PJ.

Os detidos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.


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