Bruno de Carvalho: Golpada para tomar o poder

Bruno de Carvalho não desarma e acusa Mesa da Assembleia Geral e Conselho de Fiscalização de ‘golpada’ para tomar o poder

Autor: Vítor Santos | 10 de Junho de 2018

O presidente do Sporting voltou a pronunciar-se publicamente sobre a atualidade do clube leonino numa visita ao núcleo sportinguista de Alenquer, que este domingo comemorou o seu 11º aniversário.

“O início de tudo não foi o post de Madrid, mas sim a minha entrevista ao DN, onde abri o livro sobre a reestruturação financeira e disse que em 2019 o Sporting ia ter quase 90% da SAD. Por isso, a Holdimo faz o que faz. Não é o meu futuro em jogo, é o vosso. O que pode acontecer [se sair] é que vem outra pessoa e vende as VMOC’s à Holdimo e amortiza as que sobrarem e os sportinguistas perdem o controlo da SAD. É uma belíssima jogada de xadrez que resulta. O busilis da questão é que não querem que o clube seja maioritário na SAD”, começou por dizer Bruno de Carvalho.

“Porque não me demito? Primeiro ninguém tem de se demitir pela vontade de uma MAG ou CFD. Têm de ser os sócios a votar, pelos estatutos. Não saímos porque não vamos voltar costas ao clube. Se o nosso trabalho fosse tão mau, não fariam ameaças ou ofereceriam empregos e dinheiro, férias de três meses às famílias [dos dirigentes que não se demitem] com destinos paradisíacos”, acrescentou Bruno de Carvalho.

“A Comissão de Fiscalização foi buscar quatro pessoas que fizeram os artigos contra mim mais reles que eu já vi. Porque é que vão buscar quatro elementos cujo currículo é dizer mal de mim? Nessa comissão há três pedidos de expulsão de sócio, de mim e de membros do CD. O esquema montado era expulsar-nos e assim já não haveria AG de dia 23”, frisou ainda o líder leonino.

“Se é esta a golpada e tomada de poder à força que os sportinguistas querem, então é preferível na segunda-feira os sócios irem aos serviços do clube e no prazo de oito ou dez dias é marcada uma AG, sem truques, e é assegurada a segurança com fuzileiros e a marinha, com as universidades do Minho Porto Coimbra Lisboa, porque não temos problema se a decisão for sair. Ninguém está agarrado a nada. Cumpram preceitos estatutários, marquem AG e decidam. Aí saímos pelo nosso pé se for essa a decisão. Se não for sair, precisamos de paz para trabalhar. Quando cheguei todos os jogadores podiam rescindir por justa causa, porque tinham ordenados em atraso. Se houver uma AG de destituição, em nome das minhas filhas que eu voto a favor dela. Para dizerem que mais isento não posso ser. Ou me dão uma prova inequívoca que o Sporting continua a ser aquele pelo qual trabalhamos ou não será connosco… Os que vierem a seguir nesta golpada vão ter responsabilidade. Não vejo razão nenhuma para sair. Seremos sempre leais e honestos, sérios e trabalhadores. Sou o presidente com mais votos de sempre. Admito que não queiram que seja presidente, mas não admito que ponham em causa a nossa honra”, sentenciou.

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