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Campeão das motos não tem carta de moto

Publicado por Horta e Costa em 13 de Abril de 2019 | 21:35

O português Miguel Oliveira chegou este ano ao campeonato de MotoGP, a fórmula 1 do motociclismo, mas não tem carta de moto

Miguel Oliveira

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O português chegou este ano ao campeonato de MotoGP, a fórmula 1 do motociclismo, ainda a tempo de competir com o seu ídolo de miúdo, Valentino Rossi. Não tem carta de moto, encontrou o amor da sua vida na filha da madrasta, insiste no mestrado de Medicina Dentária – e quer ser campeão do mundo.

Miguel Oliveira quase veio ao mundo, há 24 anos, em cima de uma moto. No fim da gravidez, a mãe, Cristina, e o pai, Paulo, residentes em Almada, decidiram um dia ir dar um passeio de moto até à lagoa de Albufeira, em Sesimbra. Às tantas, entraram à aventura numa estrada de areia, cheia de lombas. Horas depois, na madrugada de 4 de janeiro de 1995, Miguel nasceu.

Com 2 anos, o miúdo arruinou em meses um triciclo elétrico. O pai teve então de pensar num veículo mais robusto para a paixão acelerada do filho. Escolheu uma moto-quatro Suzuki, de 50 centímetros cúbicos (cc). Um animal que Miguel, com 3 anos, domou facilmente. Punha prego a fundo “no quintal, na rua, num areal que há ao pé da Charneca de Caparica, onde o meu pai me levava – muito na desportiva”, disse à revista VISÃO o primeiro piloto português a chegar ao MotoGP (“Grand Prix”), a fórmula 1 do motociclismo de velocidade.

Ao serviço da equipa francesa Red Bull KTM Tech 3, Miguel Oliveira, com o número 88 na moto, inicia o seu grande sonho no domingo, 10, no Grande Prémio do Qatar, uma corrida noturna.

Milhares de fãs esperam ficar agarrados à televisão para o ver competir nas 19 provas do campeonato, que termina a 17 de novembro. Ao fim de cada uma, Miguel irá perder, em média, dois quilos de água, estima a sua equipa médica.

Ainda cabe aqui contar que à moto-quatro da primeira infância seguiu-se outra, mais potente, de 80 cc. Essa evolução pareceu natural ao pai motard. Aos 4 anos subiu, pois, de cilindrada. Mas chegaram os primeiros receios à família. “Houve um dia em que caí dentro de uma vala de água da chuva”, lembra Miguel, divertido. Para o pai, porém, foi um susto que o fez vender a moto e pensar em alternativas para o filho. Em vão.


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