Centeno e o país na corda bamba

Publicado por Vítor Santos em 13 de Maio de 2020 | 19:43

Marcelo critica ministro das Finanças. Rui Rio entende que o governante não tem condições para continuar no Governo. Centeno e o país na corda bamba

O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que o Governo deveria ter partido para o financiamento ao Novo Banco apenas depois de conhecidos os resultados da auditoria que diz respeito ao período até 2018.

“Havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018, auditoria que eu pedi há um ano, faz todo sentido o que o primeiro-ministro disse no Parlamento. É politicamente diferente o Estado assumir responsabilidade dias antes de se conhecer a auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes, do Estado assumir responsabilidades”, realçando que estava previsto para maio o fim do processo de auditoria ao Novo Banco.

Por sua vez, o presidente do PSD afirmou hoje que, na sua opinião, o ministro das Finanças “não tem condições” para debater quinta-feira o Programa de Estabilidade no parlamento, mas remeteu para o primeiro-ministro a avaliação sobre a situação de Mário Centeno.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Rui Rio verbalizou as críticas que já tinha deixado antes numa publicação no Twitter, em que defendeu que Mário Centeno “não tem condições para continuar” no Governo e que será “uma má decisão” se António Costa o mantiver no executivo.

“Ele não foi leal ao primeiro-ministro, ele já tem uma crítica pública do Presidente da República e, hoje à tarde, no debate no parlamento a bancada do PS não o defendeu, limitou-se a criticar o passado para não ter de ficar calado”, disse.

O líder do PSD referiu-se ainda à audição parlamentar de Mário Centeno, hoje de manhã: “Disse que seria irresponsável não se pagar [ao Fundo de Resolução] e esperar pela auditoria [ao Novo Banco]. Ao dizer isto, está a considerar que quer o primeiro-ministro quer o Presidente da República foram irresponsáveis”.

Questionado se essa demissão deve acontecer antes do debate, na quinta-feira, do Programa de Estabilidade, Rio remeteu a avaliação do `timing´ para o primeiro-ministro.

No entanto, à pergunta se Mário Centeno terá condições para protagonizar esse debate, o líder do PSD foi claro.

“Eu pessoalmente acho que não tem, mas veremos se ele vem ou não, veremos quem é que o Governo manda amanhã para o Programa de Estabilidade”, disse.

Rio fez questão de salientar que esta posição reflete “o que faria se estivesse no lugar do primeiro-ministro”.

“Não é a oposição que faz remodelações, depois há um juízo político sobre o primeiro-ministro se mantém em funções um ministro das Finanças que tem este comportamento”, afirmou.

Deixe o seu comentário

Siga-nos através das redes sociais

últimas
Notícias Relacionadas
Leia também