Compra de votos ao PCP e BE tinha de dar mau resultado

Rui Rio acusou hoje o Governo do PS de ter uma política errática e assente na compra de votos ao PCP e BE tinha de dar mau resultado

Rui Rio - PSD
Autor: Vítor Santos | 27 de Outubro de 2021

O presidente do PSD acusou hoje o Governo do PS de ter “uma política económica errática”, apenas com a preocupação conjuntural de aprovar Orçamentos “de forma avulsa” através da “compra de votos de PCP e BE”.

“É evidente que tinha de dar mau resultado”, acusou Rui Rio, no encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022, que deverá ser chumbado.

O presidente do PSD considerou que o voto contra do partido se justifica “nas críticas que o PSD, desde sempre, tem feito à política económica e orçamental dos Governos de António Costa desde 2016”.

“Acantonado à sua esquerda e agarrado ao poder, cedendo o que pode e o que não pode, o governo foi recusando todas as propostas, vindas de diversos quadrantes políticos, económicos e sociais, que permitiam melhorar a competitividade da economia e aumentar o nosso crescimento potencial de médio e longo prazo”, lamentou Rio.

Para o social-democrata, o PS, ao colocar-se “na total dependência da esquerda radical, transformou-se na face do imobilismo e do estatismo, que têm condenado o país à estagnação e ao empobrecimento”.

“O governo está desde o início da pandemia à espera do ‘milagre Europeu’. Sem qualquer preocupação em governar com respostas estruturais. Á espera que o PRR resolva todos os problemas do país. Á espera que um disparo de bazuca traga o milagre da recuperação e do crescimento económico”, criticou, avisando que “a oportunidade vai-se perder” se política não se inverter.

No entanto, acrescentou, desde 2015 apostou “numa política económica errática, num óbvio desequilíbrio entre a compra dos votos do PCP e do Bloco de Esquerda e a manutenção dos nossos compromissos europeus”.

IL responsabiliza toda a esquerda pela situação atual

Por sua vez, a Iniciativa Liberal considerou que “toda a esquerda” é responsável pela situação atual e que a ‘geringonça’ se esgotou “nas suas próprias contradições, apelando aos portugueses que não tenham receio por poderem escolher um novo caminho em eleições.

“Chega ao fim este debate do Orçamento do Estado na generalidade. Um orçamento que, daqui a poucas horas, será chumbado, abrindo caminho a novas eleições. A Iniciativa Liberal quer dirigir esta sua intervenção àqueles portugueses que possam encarar este momento com apreensão”, afirmou o deputado único liberal, João Cotrim Figueiredo, no encerramento do debate na generalidade do OE2022.

Na perspetiva da Iniciativa Liberal, apesar de já se ter começado a assistir “ao espetáculo deprimente do passa culpas entre os desavindos da ‘geringonça’”, os “portugueses não se deixarão enganar por esta manobra de desresponsabilização”.

“É a esquerda, toda ela, que é responsável por esta situação. A esses tais portugueses queremos dizer que as eleições que terão lugar são também uma oportunidade de penalizar quem assim se comporta e serão uma oportunidade de escolher um novo rumo para o país e escolhê-lo já”, desafiou.

João Cotrim Figueiredo defendeu ainda que a situação atual se deve ao facto de a ‘geringonça’ se ter esgotado “nas suas próprias contradições”.

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