Confinamento indigna autarca de Rio Maior

Autor: Vítor Santos | 16 de Abril de 2021

Os concelhos de Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior vão regressar na segunda-feira às regras que vigoravam no continente português antes do atual processo de desconfinamento, devido à evolução da covid-19. O anúncio foi feito na última quinta-feira pelo primeiro-ministro.

“Não basta não passarem para a fase seguinte [do desconfinamento], é necessário que recuemos para o conjunto de regras que vigoravam antes do último desconfinamento”, afirmou António Costa, numa conferência de imprensa após uma reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

Esta sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Luís Santana Dias, manifestou através das redes sociais a sua indignação pelo facto do concelho regressar às anteriores regras de confinamento.

Escreve o autarca: “Ao dia de hoje, com 29 casos ativos prepara-se o “fecho parcial” de um Concelho com cerca de 21.000 habitantes. 29 casos!”

E questiona: “Não seria muito mais inteligente fazer as contas pela densidade populacional? Que além de ser mais justo era mais adequado, visto a proximidade entre os cidadãos ser o verdadeiro fator de risco?”

Filipe Santana Dias vai mais longe e dá como exemplo o concelho de Barrancos que tem das “piores incidências” de Covid 19 em Portugal com apenas dois casos ativos.

“Assim não!” Escreve o autarca. E acrescenta: “Perdemos todos muito, quando nos desgovernam! Contas são contas, é certo! Mas o que eles se esquecem é que as pessoas não são números”.

“29 casos ativos em 21.000 habitantes? Vão gozar com outros! Com os Riomaiorenses não!” Remata o autarca de Rio Maior.

Recorde-se que os quatro concelhos em causa, têm de encerrar na próxima segunda-feira, ginásios, museus, galerias de artes e espaços semelhantes, tal como as lojas entretanto abertas voltam a poder funcionar apenas com venda ao postigo e também as esplanadas voltam a fechar.

As medidas impõem-se, pelo menos, até 30 de abril.

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