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Costa não deixa cair os seus “boys”

Publicado por Vítor Santos em 10 de Dezembro de 2018 | 21:59

Costa não deixa cair os seus “boys”. Rita Faden, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro está a caminho da FLAD com um vencimentos de 96 mil euros anuais

Rita Faden - PS

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O primeiro-ministro, António Costa, prepara-se para nomear a sua ex-chefe de gabinete, Rita Faden, para a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Rita Faden regressou em outubro último ao lugar de diretora-geral do Departamento de Assuntos Jurídicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, um mês e meio depois de o primeiro-ministro se ter incompatibilizado com a sua chefe de gabinete e a ter substituído em setembro.

Em São Bento nunca se confirmou oficialmente  esta versão. O  “regresso de Rita Faden ao Ministério dos Negócios Estrangeiros foi acertado com o primeiro-ministro no início do verão”. A frase é de uma fonte do Executivo socialista, citada pela Agência Lusa no passado mês de setembro, quando Francisco André assumiu o cargo de chefe de gabinete de António Costa.

Até agora, a FLAD teve três presidentes. Antes de Vasco Rato, o cargo foi ocupado pela antiga ministra da Educação do PS, Maria de Lurdes Rodrigues, entre 2010 e 2013, e, antes, por Rui Machete, que liderou a fundação durante 22 anos, de 1988 a 2010.

Esta semana, António Costa escolheu também a antiga ministra da Cultura socialista Gabriela Canavilhas para o Conselho de Curadores. Um órgão da fundação constituído por cinco a sete membros.

O despacho do primeiro-ministro, publicado em Diário da República e com data de 22 de novembro, explica que Gabriela Canavilhas  “apresenta um currículo que evidencia a competência, aptidão, experiência profissional e formação adequadas ao exercício de funções no conselho de curadores da FLAD”. A designação teve efeitos a 3 de dezembro, sendo certo que os curadores não são remunerados mensalmente, tendo apenas direito a ajudas de custos para alojamento e transporte.

288 mil euros de remunerações

A Fundação , criada em 1985, tem por objetivo fomentar a cooperação entre Portugal e os Estados Unidos e é, neste momento, uma instituição nacional, “privada e financeiramente autónoma”. De acordo com o relatório de contas de 2017,  em 2016 os três administradores remunerados do conselho executivo, auferiram, no total, 288 mil euros. Um número que, distribuído pelos três, corresponde  a uma média de 96 mil euros anuais, cerca de 6 800 euros brutos mensais (correspondente a 14 meses).

Oficialmente, a FLAD não disponibiliza os salários individuais dos seus colaboradores, limitando-se a revelar o número de funcionários e montantes globais de remunerações.

Em 2017, a FLAD  tinha três administradores – do conselho executivo – e dezassete funcionários.


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