Covid-19: Azambuja debaixo de fogo

Publicado por Horta e Costa em 22 de Maio de 2020 | 17:29

Oitenta e um trabalhadores de três empresas do concelho de Azambuja, testaram positivo para COVID-19, divulgou hoje a diretora-geral da Saúde

Oitenta e um trabalhadores de três empresas do concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, testaram positivo para COVID-19, divulgou hoje a diretora-geral da Saúde, frisando tratar-se de “uma situação epidemiológica particular, mas que está a ser acompanhada”.

Os testes já realizados na empresa de logística da Sonae no concelho de Azambuja, entre os 339 testes programados para os dois setores com casos, “já permitiram identificar 76 casos positivos”, disse Graça Freitas, no Ministério da Saúde, em Lisboa, na conferência de imprensa de hoje para atualização de informação sobre a pandemia de COVID-19.

“Por princípio da precaução”, outras empresas do concelho de Azambuja também testaram os seus trabalhadores, o que permitiu confirmar dois casos positivos numa empresa e três noutra, acrescentou Graça Freitas, referindo que, “felizmente, em todas as outras, não foram encontrados casos positivos”.

Em relação à situação na empresa da Sonae, foram tomadas as medidas de “acompanhamento de todos os casos positivos, que estão bem”, e dos respetivos contactos, estão a ser “acompanhados e rastreados alguns coabitantes e algumas pessoas da comunidade” e também foi o “reforço dos meios de transporte para evitar o contacto físico próximo entre as pessoas”, disse.

Segundo Graças Freitas, o caso do concelho de Azambuja “é uma situação epidemiológica particular, mas que está a ser seguida e acompanhada por todas as entidades do setor da saúde, da autarquia, da Proteção Civil ou dos outros parceiros sociais e, obviamente, com os responsáveis pelas empresas”.

“As autoridades de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, as autoridades municipais da Azambuja, os gestores das empresas, em particular a Sonae, têm acompanhado a situação de perto para interromper cadeias de transmissão”, “assegurando” que se encontram e são isolados e acompanhados os casos positivos e que “os seus contactos ficam também em vigilância ativa ou passiva, conforme a situação”, disse.

“Portanto, é uma situação que, estando sobre preocupação, está a ser bem acompanhada para interromper cadeias de transmissão”, garantiu Graça Freitas.

No dia 02 deste mês, outra empresa do concelho de Azambuja, a de produtos alimentares Avipronto, fechou provisoriamente depois de terem sido detetados entre os funcionários 38 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus que provoca a doença COVID-19.

Portugal regista 1.289 mortos associados à COVID-19 em 30.200 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia hoje divulgado.

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