Covid-19: Novo medicamento acelera recuperação

Covid-19: Novo medicamento acelera recuperação e reduz sintomas graves em pacientes internados, revela estudo

Covid-19
Autor: Adília Vieira | 9 de Agosto de 2022

Há um novo medicamento que acelera a recuperação e reduz sintomas graves da Covid-19 em pacientes internados, segundo revelou esta terça-feira um estudo coordenado pelos belgas da Artialis e levado a cabo entre abril e outubro de 2021 – houve uma diminuição significativa do número de doentes internados entre o 7º e 14º dia, uma recuperação muito mais rápida do estado de saúde dos paciente e um aumento substancial do número de pacientes com alta hospitalar ao 7º dia, graças a uma melhoria acelerada e significativa do seu estado clínico a partir do 7º dia.

O complemento alimentar Nasafytol, composto por curcuma, quercetina e vitamina D, foi ainda responsável pela ausência total de complicações mais severas no estado de saúde dos pacientes, sem que nenhum tenha sido transferido para os Cuidados Intensivos, nem morrido.

A curcuma, a quercetina e a vitamina D já são conhecidas pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas e imunomoduladoras. Foi por essa razão que os investigadores quiseram saber quais os efeitos positivos que poderia ter a combinação destas três substâncias, não só na virulência da Covid-19 mas também na evolução dos estados de pneumonia que normalmente lhe estão associados.

No estudo, foram abrangidos 49 pacientes que testaram positivo à Covid-19, que foram aleatoriamente divididos em dois grupos – todos os pacientes tinham mais de 18 anos e estavam hospitalizados com uma forma grave da doença. No 1º grupo, foi aministrado o Nasafytol durante um período máximo de 14 dias. Ao segundo grupo, foi ministrada vitamina D (dose equivalente de 800 IU) também durante um período máximo de 14 dias.

“Para este estudo, optámos por combinar a quercetina bioativa, o extrato de curcuma bioativa e a vitamina D3 pela capacidade que têm de contribuir para o bom funcionamento do sistema imunitário e para a manutenção da eficácia das defesas naturais”, explicou Yves Henrotin, fundador e presidente executivo da Artialis e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Liège, na Bélgica. “Ao associarmos estes três elementos, quisemos disponibilizar um complemento natural que pudesse ajudar os pacientes com a Covid-19 e reduzir o seu risco de desenvolverem complicações graves, e que em simultâneo contribuísse para diminuir o número de transferências para as unidades de cuidados intensivos e a sua respetiva saturação.”

Os resultados alcançados pelo estudo são inequívocos: o grupo de pacientes a que foi ministrado o Nasafytol, como complemento dos tratamentos standard, apresentou melhoras substanciais em todos os parâmetros avaliados. Em primeiro lugar, este grupo apresentou uma redução significativa de 59% no número de doentes hospitalizados ao 7º dia de tratamento e de 73% ao 14º dia, por comparação com o grupo a que foi ministrada apenas a vitamina D.

Em segundo lugar, e nos pacientes a quem foi ministrado o Nasafytol, registou-se um aumento significativo de 82% no número autorizado a deixar o hospital ao dia 7. Na verdade, 76% destes pacientes tiveram alta hospitalar ao 7º dia. Já no outro grupo, apenas 42% tiveram alta.

Mais ainda, a diminuição do nível de severidade clínica fixado pela OMS para a Covid-19 foi superior no grupo tratado com o Nasafytol ao 7º dia (50%), o que significou que a recuperação do estado de saúde dos pacientes foi muito mais rápida do que a dos pacientes do grupo tratado com vitamina D.

Finalmente, o estudo constatou uma diferença significativa no número de pacientes que sofreram complicações graves. No grupo tratado com o Nasafytol não se registaram complicações nem transferências para as unidades de cuidados intensivos, nem tão-pouco mortes. Enquanto no outro grupo, 5 pacientes tiveram complicações graves: 4 tiveram de ser transferidos para unidades de cuidados intensivos e um morreu.

“Com este estudo assistimos a uma diminuição considerável do número de doentes internados e a um aumento expressivo do número de pacientes que puderam ter alta hospitalar, depois de uma recuperação rápida do seu estado de saúde. Finalmente, verificámos ainda que nenhum paciente foi transferido para os cuidados intensivos ou morreu,” garantiu Jean Gérain, chefe do Serviço de Medicina Interna no Delta. “Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados por este ensaio clínico, e por podermos oferecer um adjuvante aos tratamentos standard que contribui para reduzir o tempo de internamento, para salvar vidas e para diminuir substancialmente a carga de trabalho dos profissionais de saúde nos hospitais.”

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