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Crianças viciadas em jogo

Publicado por Vítor Santos em 21 de Novembro de 2018 | 21:44

Em dois anos, o número de apostas feitas por crianças com idade entre os 11 e 16 anos, quadruplicou. As slot machines e as raspadinhas estão entre as mais populares

Raspadinhas - jogo vicia crianças

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O vício de apostar ultrapassou as drogas, o alcoolismo e tabaco, com a Comissão de Apostas a apontar que 450 mil crianças do Reino Unido, com idades entre 11 e 16 anos, são apostadores regulares.

A facilidade de acesso a ferramentas e serviços de apostas online tornaram-se mais um problema para a sociedade que continua a crescer. Em apenas dois anos, o número de jovens com vício de apostas cresceu em mais de 50 mil casos, com um estudo da Comissão de Apostas do Reino Unido a registar mais de 450 mil casos de crianças com idades compreendidas entre os 11 e 16 anos. O número ultrapassou os casos relacionados com abuso de drogas, álcool e tabaco, refere o BBC.

Segundo o estudo, as apostas entre amigos, as slot machines e as raspadinhas estão entre as mais populares. Entre os dados registados, é referido que nos últimos 12 meses, 39% das crianças entre 11 e 16 anos gastaram o seu próprio dinheiro em apostas, sendo 14% na semana anterior ao estudo (uma média de 16 Libras) e 5% dessas apostas foram feitas online.

O estudo indica ainda que 6% dos apostadores online utilizaram as contas dos seus pais ou tutores. Além disso, 60% das crianças têm consciência de que os seus pais não querem que apostem, mas apenas 19% referem que são utilizadas regras restritas sobre esta atividade. Apesar das apostas serem proibidas para menores de 18 anos, algumas das crianças admitem que utilizam websites especializados em apostas. A investigação indica que uma em cada sete crianças segue as marcas de apostas nas redes sociais.

Os videojogos estão incluídos nas questões das apostas, com o estudo a mencionar que 31% abriram caixas de “loot” nos jogos, para tentar adquirir itens para os seus títulos. E cerca de 3% admitem terem já feito apostas com itens de jogo, como por exemplo, as skins de Counter-Strike.

Ainda assim, o relatório revela que apenas 1,7% dos apostadores foram classificados como “problemáticos” e 2,2% de “risco”, sendo 32,5% considerados “não problemáticos”. O documento menciona que 26% dos jovens vêem os seus encarregados de educação a apostar.

Nota do autor

Em Portugal a situação não é diferente. Há famílias desfeitas, arruinadas, devido ao vício do jogo. Já presenciei pais sentados na esplanada de um café pedirem aos seus filhos (crianças de 6, 7 anos), para, no interior do estabelecimento, comprarem raspadinhas.

Estes pais não têm noção do que estão a pedir aos seus filhos e, provavelmente, também não sabem que está impedido por Lei a venda de “raspadinhas” a menores, mesmo na presença dos pais. E a maioria dos estabelecimentos vende jogo às crianças.


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