Destruição dos serviços públicos de saúde

Destruição dos serviços públicos de saúde. Hospital Egas Moniz também está em situação de rutura e em Setúbal, equipa demitiu-se em bloco

Partilhe esta notícia

Autor: Adília Vieira | 10 de Outubro de 2021

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM), pela voz do seu dirigente João proença, disse à TSF que a falta de anestesistas no Egas Moniz está a deixar abandonado o serviço de cirurgia. “No Hospital de Egas Moniz, a grande maioria dos blocos cirúrgicos, neste momento, são realizados na clínica Clisa, que é uma clínica na Reboleira, ou no Hospital SAMS”, explicou.

“Isto tudo é pago com dinheiro do Estado”, sublinhou em declarações à rádio, acusando a tutela de levar a cabo “uma política deliberada de destruição dos serviços públicos de saúde e de entregar tudo a empresas de ‘outsourcing’”.

“Como não abrem vagas, as empresas de ‘outsourcing’ contratam médicos que são exteriores ao hospital, que ganham três ou quatro vezes mais do que os médicos de serviços públicos, mais do que os chefes de equipa”, relata.

Também em declarações à TSF, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, denuncia o outsourcing em vez da contratação. “Ao longo do tempo, e particularmente nos últimos anos, o Ministério da Saúde, em vez de criar condições na contratação de médicos par o quadro, tem apostado na contratação de empresas de prestação de serviços”, disse.

“Neste momento, mais de 50% do serviço de urgência é feito através dessas empresas. Para ter uma ideia, mais de 150 milhões de euros são despendidos, no país, com esses prestadores”, concluiu.

Partilhe esta notícia

Leia também