Dívida do Estado sobe para 281,3 mil ME

Saldo da dívida direta do Estado aumentou 0,61% em junho para 281,3 mil ME, anunciou hoje Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

Fernando Medina - dívida
Autor: Horta e Costa | 18 de Julho de 2022

O saldo da dívida direta do Estado aumentou 0,61% em junho face a maio, para 281.272 milhões de euros, anunciou hoje o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

“Em 30 de junho de 2022, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em EUR 281.272 milhões, aumentando 0,61% face a maio de 2022”, indica a instituição, no boletim mensal.

O IGCP explica que esta variação resultou sobretudo do aumento do saldo de Obrigações do Tesouro em 760 milhões euros, do aumento do saldo de Certificados Especiais de Dívida de Curto Prazo (CEDIC) no valor de 626 milhões de euros e pelo aumento do saldo de Bilhetes do Tesouro em 511 milhões de euros, o que foi parcialmente compensados pela amortização das Obrigações STCP 2007/2022 no valor de 100 milhões de euros.

De acordo com o boletim, os saldos dos Certificados de Aforro (CA) e de Certificados do Tesouro (CT) registaram um aumento de 153 milhões de euros e uma redução de 110 milhões de euros, respetivamente.

“Adicionalmente, o stock de dívida diminuiu em 190 milhões de euros pelo efeito decorrente das flutuações cambiais da generalidade dos instrumentos de dívida denominados em moeda não euro avaliados ao câmbio do último dia de junho”, refere.

O IGCP assinala ainda que “incorporando o efeito cambial favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos ‘swaps’ de cobertura de capital, que ascendeu a 704 milhões de euros em junho, o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 280.568 milhões de euros, aumentando 0,58% face ao mês precedente”.

Recorde-se que, recentemente, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis disse que Portugal é um “país muito endividado” e deve ter uma “política orçamental prudente”, com limite das despesas correntes, e investimentos na área da energia.

“Portugal é um país muito endividado e, por isso, a nossa recomendação é a de assegurar uma política orçamental prudente, em particular limitando o crescimento das despesas correntes financiadas a nível nacional abaixo do crescimento potencial do PIB a médio prazo”, afirmou Valdis Dombrovskis.

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