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Estamos à beira de um novo PREC

Publicado por Vítor Santos em 10 de Outubro de 2018 | 22:01

Portugal é o único país do mundo em que bem de primeira necessidade é taxado a 150%. Por cada 100 euros de combustível pagamos 60 euros de imposto. Estamos à beira de um novo PREC

Combustíveis

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Para quem não sabe o que foi o PREC (Processo Revolucionário em Curso), designa, em sentido lato, o período de actividades revolucionárias, marcante na História de Portugal, decorrido durante a Revolução dos Cravos, iniciada com o golpe militar de 25 de Abril de 1974 e concluída com a aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.

O termo (PREC), no entanto, é frequentemente usado para aludir ao período crítico do Verão Quente de 1975, com o seu antes e o seu depois, que culmina com o Golpe Militar de 25 de Novembro.

Num sentido mais restrito, PREC, designa a acção dos partidos, quadros militares e grupos de esquerda que, por entre efervescente agitação popular e alguma desordem, conduziam o processo político do pós 25 de Abril rumo ao socialismo.

No processo estavam envolvidos militantes de uma vasta franja do espectro partidário de esquerda, desde o Partido Socialista aos mais radicais, como o maoista MRPP.

Entre eles, apesar da contenda ideológica, havia coesão cerrada em torno dos ideais de Abril e a convicção de que uma verdadeira justiça social seria instalada em Portugal.

A par das ocupações de terras e casas supostamente abandonadas, da Reforma Agrária, o processo levaria ao desmantelamento de grupos económicos ligados ao regime deposto, entre os quais a CUF, à nacionalização de empresas consideradas de interesse público, na banca, seguros, transportes, comunicações, siderurgia, cimento, indústrias químicas, celulose; arrasando a economia do país.

Fizeram-se saneamentos no aparelho do Estado e nos meios de comunicação, com vista a afastar elementos indesejáveis, substituindo-os por elementos afectos às forças políticas dominantes (PS e PCP). É voz corrente que o Partido Comunista Português beneficiou em número (era um partido bem organizado).

Quarenta e três anos depois caminhamos a passos largos para um novo PREC. O país está a ser governado pelos mesmos de há 43 anos. Temos hoje uma carga fiscal que ultrapassa os 37 por cento do PIB. Recorde-se que na mais recente intervenção da “FMI” (no Governo de Passos Coelho), a carga fiscal não foi além dos 34 por cento.

As empresas vendem mais mas o acréscimo de vendas e consequente produtividade (riqueza), é absorvida pelo Estado. Isto é: a economia cresce mas as empresas estão mais pobres.

O caso dos combustíveis é do mais escandaloso que possa assistir num Estado de Direito. Portugal é o único país do mundo em que um bem de primeira necessidade é taxado a 150 por cento.

Como é possível que, por cada 100 euros de combustível, pagarmos 60 euros de imposto? Estamos a falar de um bem de primeira necessidade taxado a 150%!!! Em 100 euros de combustível, pagamos 150 euros de imposto: 250euros!!!

Prometi a mim mesmo que hoje não iria falar das ratazanas manhosas e fedorentas que proliferam pelo Largo do Rato em Lisboa e que invadem a Assembleia da República em dias de festim. E muito menos falar de palavra dada e palavra honrada. Não! Nem pensar. O meu artigo de hoje tem de ser “certinho e direitinho. Mas não posso deixar de questionar: até quando as empresas vão aguentar tamanha carga fiscal?

Com o PSD desorganizado e dividido como está, é mais que certo que os socialista vão continuar no Poder após as próximas eleições legislativas. E depois? Quem nos vai tirar da banca rota?

Bom, podemos sempre ser anexados pela Espanha! mas… será que os espanhóis vão querer tomar conta desta merda?!

Opinião de Vítor Santos (diretor de informação da MTV)


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