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Ex-presidente da ADSE desvia mais de 5 milhões

Publicado por Vítor Santos em 1 de Maio de 2018 | 22:09

Ex-presidente da ADSE, Carlos Batista, terá desviado mais de 5 milhões de euros. Empresas fantasma, cujos sócios eram colaboradores da própria PT ACS serviam para desviar o dinheiro

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Carlos Baptista que apresentou, esta segunda-feira, o pedido de demissão da ADSE – alegando motivos pessoais – estará envolvido num caso de desvios de dinheiro e favorecimento de empresas por si contratadas quando esteve à frente da associação de cuidados de saúde da Portugal Telecom, avançou a TVI.

Segundo a mesma, teve acesso a uma auditoria confidencial que aponta para indícios de crime, mas que nunca chegou às mãos das autoridades: em causa poderão estar pelo menos cinco milhões de euros. Isto porque, Carlos Baptista antes de estar à frente do maior subsistema nacional de proteção na doença aos funcionários públicos foi administrador da associação de saúde da PT.

Nessa altura, Zeinal Bava era o presidente do conselho de administração da operadora, Rui Pedro Soares era o presidente do conselho de administração da PT ACS – Associação de Cuidados de Saúde da Portugal Telecom, e Carlos Baptista era o administrador delegado da Associação de Saúde da PT que contava com mais de 42 mil beneficiários.

De acordo com a TVI, as irregularidades apontadas neste relatório indiciam a prática de vários crimes e concluiu que, dos cerca de 50 fornecedores e prestadores de serviços de saúde, em 40 foram detetadas irregularidades: empresas fantasma que não comprovaram a prestação de serviços; inexistência de processos de consulta ao mercado para aquisição de bens e serviços; ou até mesmo, empresas cujos sócios eram colaboradores da própria PT ACS. Todos os contratos, segundo a mesma, eram assinados por Carlos Baptista.

A saída do responsável acontece, numa altura, quando decorre o processo de negociações com a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada para alterar a tabela de preços pela prestação de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE. Ainda Na semana passada, o Conselho Superior de Supervisão da ADSE alertou para a perda de sustentabilidade deste subsistema de saúde dos funcionários públicos se dívidas que tem não forem recuperadas, o que depende de “decisões políticas”.


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