Extinção do planeta Terra esteve por um triz

Publicado por Adília Vieira em 3 de Agosto de 2019 | 20:14

O planeta Terra esteve à beira da extinção a 25 de julho último. Asteróide aproximou-se da Terra de surpresa e deixa astrónomos preocupados

No dia 25 de julho, um asteróide do tamanho de um campo de futebol voou pela Terra. De forma inesperada, chegou a estar a 65.000 km da superfície do nosso planeta, durante a sua passagem mais próxima. Esta distância é cerca de um quinto da distância da Terra até à Lua. O asteróide de 100 m de largura apelidado de ‘2019 OK’ foi detetado poucos dias antes de passar pela Terra.

Esta visita surpresa ilustra a necessidade de ser necessário ainda mais olhos no céu.

Asteróide chegou de surpresa sem que os astrónomos soubessem da sua chegada

O asteróide de 100 m de largura, apelidado de “2019 OK”, foi detetado poucos dias antes de passar pela Terra. Contudo, os registos de arquivos do céu mostram que ele foi observado anteriormente, mas não foi reconhecido como um asteroide próximo da Terra.

Assim, a chegada “silenciosa” do 2019 OK ilustra a necessidade de haver ainda mais olhos no céu. Além disso, o astro fornece também uma oportunidade para melhorar as capacidades de reconhecimento de asteróides dos telescópios atuais e futuros, incluindo o próximo ‘Flyeye‘ da ESA.

A ESA observou o asteróide pouco antes deste sobrevoo, solicitando a dois telescópios separados na Rede Científica Internacional Ótica (ISON) para captar imagens da rocha espacial. Um deles é mostrado em baixo, revelando o asteróide – a mancha escura no centro da imagem – movendo-se através de um fundo de estrelas que aparecem como listas fracas.

Com estas observações, os especialistas em asteróides da ESA conseguiram extrair medições precisas da posição e movimento do corpo rochoso.

Com as observações da ISON, conseguimos determinar a distância da aproximação de forma incrivelmente precisa. Explicou Marco Micheli, do Near-Earth Object Coordination Centre da ESA.

Astrónomos só deram conta do asteróide um dia antes dele chegar

O asteróide foi descoberto pela primeira vez pelo Observatório do Sul para a Investigação de Asteróides Próximos à Terra (SONEAR) apenas um dia antes da sua aproximação. Posteriormente, as observações de 2019 OK foram confirmadas por outros observatórios independentes, incluindo o radar de Arecibo em Porto Rico e um terceiro telescópio na rede ISON.

Desde a descoberta, com conhecimento de onde teria vindo o asteróide e procurando-o a olho nu, foram encontradas imagens existentes nos ficheiros Pan-STARRS e ATLAS do sky survey.

Ambas as investigações haviam, de facto, captado o asteróide nas semanas anteriores à sua passagem. Contudo, essa rocha espacial parecia mover-se muito lentamente entre as muitas imagens, portanto, não foi reconhecida.

Este é um ‘não reconhecimento’ de um asteróide, apesar de ser fotografado. No entanto, será usado para testar o software que vai estar disponível no próximo telescópio de caça de asteróides da ESA, o Flyeye. Referiu Rüdiger Jehn, responsável de defesa planetária da ESA.

Existem milhões de rochas que podem passar pela Terra

As agências espaciais conhecem e vigiam milhões de asteróides no Sistema Solar. Mas então, porque que razão esse foi descoberto tão tarde?

Segundo as informações, além da velocidade lenta com que foi visto no céu, antes de se aproximar, o 2019 OK também viaja numa órbita altamente elíptica. Assim, este comportamento leva-o de dentro da órbita de Vénus até bem além de Marte. Isto significa que o tempo gasto perto da Terra, e detetável com as capacidades atuais do telescópio, é relativamente curto.

Por outro lado, a ESA, a NASA e outras agências e organizações de todo o mundo – profissionais e amadores – descobrem novos asteróides todos os dias. Este trabalho aumenta constantemente a compreensão cientifica sobre o número, distribuição e movimento de corpos rochosos em órbita.

Asteróides do tamanho do 2019 OK são relativamente comuns no Sistema Solar. Contudo, atingem a Terra em média a cada 100 mil anos.

Poderá em breve voltar a ameaçar o planeta?

Tanto quanto pode ser calculado, a viajar numa órbita altamente elíptica, que o leva dentro da órbita de Vénus, este asteróide não chegará perto da Terra novamente durante pelo menos 200 anos.

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