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Fátima: Eu pecador me confesso

Publicado por Vítor Santos em 11 de Maio de 2018 | 23:39

Centenas de peregrinos já se encontram em Fátima para a peregrinação internacional aniversária de maio ao santuário, um ano após a visita do papa Francisco… [ ]

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Centenas de peregrinos já se encontram em Fátima para a peregrinação internacional aniversária de maio ao santuário, um ano após a visita do papa Francisco e a canonização de Francisco e Jacinta Marto.

A confusão é total. Os crentes sem dinheiro para um hotel, lutam pelo lugar mais próximo da Cova de Iria. Sucedem-se desavenças e ameaças verbais só serenadas com o cansaço e o avançar da noite. Este é o retrato de Fátima.

Pela razão apontada no segundo parágrafo e outras que indico a seguir, eu pecador me confesso.

Eu não posso acreditar num Deus que se rege pela justiça dos homens, dando-nos livre arbítrio para depois nos acusar, julgar, condenar ou perdoar.

Eu não posso acreditar num Deus carnificina e sanguinário que entregou o seu próprio filho para que ele fosse açoitado, crucificado (pregado vivo numa cruz), para redimir os nossos pecados.

Eu não posso acreditar numa religião que, com a “Santa Inquisição”, queimou seres humanos vivos acusados de heresia.

Eu não posso acreditar numa religião que em pleno século XXI permite que seres humanos percorram centenas de quilómetros a pé, rastejam e auto flagelam-se, colocando em perigo a sua saúde física e mental.

Eu não posso acreditar numa religião cujos sacerdotes estão na mira da justiça suspeitos de violação de menores.

Eu não posso acreditar em nenhuma religião que, invocando o nome de Deus, Alá, ou o que lhe quiserem chamar, incita ódio e violência e fomenta o terror neste mundo.

Eu acredito. Sim! Eu acredito.

Acredito em mim, acredito nos homens e mulheres de bem. Acredito que é possível criarmos uma sociedade justa educando os nossos filhos com base na tolerância, respeitando e aceitando as diferenças culturais de outras gentes ou raças.

Eu acredito que só seremos verdadeiramente livres quando conseguirmos enterrar, definitivamente, os dogmas masoquistas e culturais impostos por religiões e líderes políticos.


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