Gás fosfina é sinal evidente de vida extraterrestre

Publicado por Adília Vieira em 23 de Dezembro de 2019 | 14:40

Investigadores do MIT concluem que a presença de gás fosfina num planeta rochoso é um sinal evidente de vida extraterrestre

Investigadores do Instituto de Tecnologia do Massachussets (MIT) concluem que a presença de fosfina num planeta rochoso é um sinal evidente de vida extraterrestre. Este gás é um dos mais mal cheirosos e tóxicos do nosso planeta.

A fosfina pode ser encontrada em pântanos e nas entranhas de peixes ou outros animais e nas fezes de pinguins. Investigadores do MIT concluem que a fosfina só pode ser produzida de uma forma: através de organismos anaeróbicos como bactérias que podem sobreviver sem oxigénio. Assim, a equipa afirma que encontrar fosfina na atmosfera de um planeta rochoso «seria um sinal evidente de vida extraterrestre», cita a Cnet.

A fosfina ou fosfamina é um gás altamente inflamável e reativo às partículas da nossa atmosfera. A conclusão de que este gás não pode ser produzido de outra forma que não por estes organismos extremos, avessos a oxigénio, leva a equipa a conlcuir que encontrá-lo será uma forma de vida, de certo tipo.

O gás foi detetado no espaço, na atmosfera de gigantes gasosos como Júpiter ou Saturno e também em cometas como o 67/P que foi visitado pela nave Rosetta. A deteção num planeta mais semelhante à Terra poderá indicar a presença de vida.

A equipa passou anos a investigar para excluir todas as possibilidades de que a fosfina pudesse ser criada de outra forma, que não os organismos anaeróbicos.

Clara Sousa-Silva, a investigadora que liderou a equipa, conta que «a determinado momento, demos por nós a analisar mecanismos cada vez menos plausíveis, como se as placas tectónicas esfregassem umas nas outras obteríamos um plasma que pudesse gerar fosfina? Ou se um relâmpago tivesse atingido algum local com fósforo, ou um meteoro com conteúdo fósforo, esse processo podia gerar impacto para produzir fosfina? E passámos vários anos para termos a certeza de que nada a não ser vida é que torna a fosfina detetável».

A equipa explica ainda que se a fosfina fosse produzida em quantidades como o metano o é na Terra, podia ser detetada pelo Telescópio Espacial James Webb a 16 anos luz de distância.

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