Governo proíbe entrada e saída de Lisboa

Governo proíbe circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa ao fim-de-semana. Medida entra em vigor já amanhã

Autor: Horta e Costa | 17 de Junho de 2021

Proibição entra em vigor a partir das 15h00 desta sexta-feira, 18 de junho. Medida serve “para procurar conter aumento de incidência na AML”, explicou a ministra da Presidência Mariana da Silva. Lisboa e mais nove concelhos recuam um nível no processo de desconfinamento.

Lisboa está entre os nove concelhos que vai recuar no processo de desconfinamento por registarem mais de 240 casos por 100 mil habitantes, o limite estabelecido pela matriz de risco desenhada pelo Governo e pelas autoridades de saúde.

A confirmação foi dada esta quinta-feira pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, durante o briefing do Conselho de Ministros, que anunciou ainda que o Governo decidiu “proibir a circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) ao fim-de-semana”. Isto, para “não alargar situação” que se vive em Lisboa, explicou a governante.

Proibição entra em vigor a partir das 15h00 de sexta-feira, 18 de junho, até as 6h00 da manhã às segundas-feiras, e serve “para procurar conter aumento de incidência na AML”. A governante garante ainda que “vai haver um reforço de fiscalização às deslocações e aos eventos que possam ser realizados”.

Apesar de não serem permitidas entradas e saídas na AML durante ao fim-de-semana, a circulação entre os concelhos inseridos nesta área não está proibida, explica Mariana Vieira da Silva.

“Como podem verificar pelos dados, em toda a Área Metropolitana existe um alto crescimento. Durante este período, a existência de uma fiscalização em cada concelho é mais difícil. O nosso objetivo já não é [impedir] essa transmissão entre concelhos, que já está muito elevada, é controlar o que ainda está fora dessa área metropolitana”, explica a responsável.

O elevado número de casos este mês impulsionou esta tomada de decisão. De acordo com a ministra a “prevalência maior da variante Delta”, ou seja, a variante indiana, pode ajudar a explicar aumento de casos em Lisboa. Ainda assim, admite que “é difícil a explicação e tomada destas medidas mas é condição que nos pareceu fundamental para não fazer alastrar ao país a situação que se vive em Lisboa”.

Sintra, Cascais e Odemira também recuam

Sesimbra também faz parte deste grupo que também irá recuar, no entanto, com medidas diferentes nomeadamente o encerramento de restaurantes às 15h30 por terem registado 480 casos por 100 mil habitantes.

Já os restantes concelhos — Albufeira, Arruda dos Vinhos, Braga, Cascais, Lisboa, Loulé, Odemira, Sertã e Sintra — recuam para a fase de desconfinamento anterior àquela agora em vigor por somarem 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes. Ou seja, a partir de amanhã os restaurantes, cafés e pastelarias voltam a encerrar às 22h30 e o comércio a retalho alimentar e não alimentar fica aberto até às 21h00.

Para além destes que recuam, existem, neste momento, 20 concelhos em estado de alerta. São eles: Alcochete, Águeda, Almada, Amadora, Barreiro, Grândola, Lagos, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira

Por sua vez, Alcanena, Parede de Coura, Santarém e Vale de Cabra conseguiram recuperar e vão avançar para a próxima fase.

Segundo Mariana Vieira da Silva, a situação epidemiológica atual do país “afasta-se claramente da zona verde” o que significa que a 24 de junho, quando estava prevista nova fase de desconfinamento, “ela muito dificilmente” se poderá concretizará. Citando os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), o Rt, ou o risco de transmissão, encontra-se 1,13 e a incidência a 90,5 por 100 mil habitantes.

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