Há provas de que coronavírus vem de laboratório na China

Mike Pompeo afirma que há imensas provas de que coronavírus vem de laboratório na cidade chinesa de Wuhan, local de origem da pandemia

Autor: Vítor Santos | 3 de Maio de 2020

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, afirmou hoje que existe um “número significativo de provas” de que o novo coronavírus é proveniente de um laboratório na cidade chinesa de Wuhan, local de origem da pandemia.

“Existem imensas provas de que foi de lá que partiu”, insistiu o secretário de Estado dos Estados Unidos numa entrevista à emissora ABC, recusando dizer se pensava que o vírus tinha sido libertado intencionalmente por Pequim.

“A China é conhecida pela sua propensão para infetar o mundo e por utilizar laboratórios que não respeitam as normas”, disse, adiantando: “Não é a primeira vez que o mundo é ameaçado por vírus de laboratórios chineses”.

Mike Pompeo afirmou ainda lamentar a falta de cooperação das autoridades chinesas para se esclarecer a origem da pandemia.

“Eles continuam a impedir o acesso aos ocidentais, aos melhores médicos”, criticou. “Temos de poder ir lá, ainda não temos as amostras do vírus que precisamos”, defendeu.

Na quinta-feira, o presidente Donald Trump ligou o novo coronavírus ao Instituto de Virologia de Wuhan e ameaçou a China com sanções, mas no dia seguinte a Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou que o novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19 que já fez mais de 243.000 mortos e infetou pelo menos 3,4 milhões de pessoas, é de “origem natural”.

“Quanto à origem do vírus em Wuhan, ouvimos muitos cientistas que o estudaram e temos a certeza de que é de origem natural”, afirmou o diretor dos programas de emergência da OMS, Michael Ryan.

No entanto, a organização apelou à China para que a envolva nas investigações sobre a origem do novo coronavírus e explicou que o principal objetivo passa por “compreender plenamente o vírus”, nomeadamente “a transmissão entre animais e seres humanos e como foi ultrapassada a barreira entre a espécie animal e a humana”.

A epidemia afeta 195 países e territórios em todo o mundo, mas os Estados Unidos são o país com mais mortos (66.385) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,1 milhões).

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