arqueologia, , , , "/>
últimas

Incrível descoberta em Conímbriga

Publicado por Vítor Santos em 13 de Setembro de 2018 | 21:03

Moeda romana de prata com mais de 2000 anos descoberta junto às ruinas de Conímbriga, anunciou hoje a Câmara de Condeixa-a-Nova

Conímbriga

Siga-nos através do Facebook

Uma moeda romana de prata do ano 97 antes de Cristo (a.C.) foi encontrada durante escavações arqueológicas junto às ruínas de Conímbriga, anunciou hoje a Câmara de Condeixa-a-Nova.

Também denominada vitoriato, por ter a imagem da deusa Vitória, a moeda foi descoberta no decorrer dos trabalhos na Casa Paroquial de Condeixa-a-Velha, no distrito de Coimbra, realizados sob a direção do arqueólogo Pedro Peça.

“Está em muito bom estado de conservação e será integrada no espólio do Museu Portugal Romano em Sicó (PO.RO.S) para que possa ser apreciada por todos”, afirma o presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita, citado numa nota da autarquia enviada à agência Lusa.

Para Nuno Moita, “é sempre uma satisfação muito grande trazer à luz do dia tão importantes achados”.

“São prova viva das nossas origens, dos nossos antepassados”.

Esta foi a primeira vez que “uma equipa independente realizou escavações” na zona daquela cidade romana em ruínas, no âmbito das ações do Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), “com a finalidade de virem a ser enriquecidas as coleções” do Museu PO.RO.S, criado pela Câmara de Condeixa.

As escavações arqueológicas que permitiram a descoberta do quinário decorreram durante três semanas, na Zona Especial de Proteção das Ruínas de Conímbriga, sob a direção de Pedro Peça, com a participação dos arqueólogos Miguel Pessoa, Margarida do Rosário Amado e Carlos Lapa, além do restaurador Pedro Sales.

A Câmara Municipal apoiou financeiramente esta intervenção, disponibilizando diariamente um trabalhador para colaborar naquele trabalho.

Esta campanha de escavações contou ainda com o apoio da União de Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, da Associação Ecomuseu de Condeixa e da Fábrica da Igreja de Condeixa-a-Velha.

Para apoiar os trabalhos arqueológicos, “está acautelada a cedência” de um gabinete e um espaço de arrumos na antiga sede da Junta de Freguesia, de 2018 a 2021.

Para o mesmo período, está também prevista a elaboração de um Plano de Investigação Plurianual de Arqueologia, com a definição de intervenções em Alcabideque, Atadoínha, Barroco, Abufarda, cemitério e igreja de Condeixa-a-Velha, anfiteatro romano, rua da Muralha e ponte romana da Sancha, no Salgueiro, bem como o levantamento para a elaboração da Carta Arqueológica do Município de Condeixa-a-Nova.


Deixe o seu comentário

Leia também

Notícias relacionadas