Luís grilo foi morto na casa onde morava

Luís Grilo morreu no dia 15 de julho, muito presumivelmente na casa onde morava com a mulher, avançou a Polícia Judiciária em conferência de imprensa

Polícia Judiciária
Autor: Vítor Santos | 27 de Setembro de 2018

Em conferência de imprensa realizada esta tarde, a Polícia Judiciária avançou que a morte de Luís Grilo terá ocorrido no dia 15 de julho, um dia antes de ter sido reportada às autoridades pela mulher, Rosa Grilo, entretanto detida em conjunto com outra pessoa que a polícia confirmou ser um oficial de justiça.

O coordenador da diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária, Paulo Rebelo, afirmou em conferência de imprensa que a motivação para o homicídio de Luís Grilo “apontam para motivações de natureza financeira e também sentimental”.

A mulher do triatleta encontra-se detida desde ontem e Paulo Rebelo confirmou que a outra pessoa detida, um homem, é oficial de justiça. Não confirmando a existência de uma relação sentimental entre os dois detidos, confirmou porém “uma relação próxima de duas pessoas que se conheciam há muitos anos”.

Na conferência de imprensa, foi também adiantado que os elementos recolhidos pela PJ apontam para que o crime tenha ocorrido a 15 julho, um dia antes de o desaparecimento ter sido reportado às autoridades pela mulher de Luís Grilo.

A morte foi provocado por uma arma de fogo de calibre 7.65 mm e teve lugar “muito presumivelmente” na casa de residência comum do casal.

O coordenador da diretoria de Lisboa da PJ adiantou também que o estado em que o corpo foi encontrado era explicado pelo objetivo de “dificultar a sua identificação e para evitar uma discrepância entre a história contada no dia 16 e o que aconteceu”.

“Encontramo-nos ainda a apurar quais as motivações que estiveram subjacentes à prática dos factos. Neste momento, apontam para motivações de natureza financeira e também de natureza sentimental”, confirmou ainda Paulo Rebelo.

Em relação à bicicleta que foi várias vezes mencionada, a polícia não encontrou “qualquer indício sobre o seu uso” nem sobre e o alegado treino que o atleta teria realizado.

Segundo Paulo Rebelo, a PJ realizou “um longo processo de mais de dois meses de recolha dos indícios de vária ordem, técnica, cientifica e outras índoles, para avançar com a certeza absoluta” de estar “no caminho certo”.

O diretor da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária foi questionado pelos jornalistas sobre episódios passados de violência doméstica entre o triatleta e a mulher e respondeu: “Nada temos que aponte nesse sentido”. No entanto, confirmou que se tratou de um incidente premeditado.

“Neste momento, podemos dizer que há fortes indícios nesse sentido (de premeditação). Houve muito mais do que um simples impulso”, declarou Paulo Rebelo.

Na quarta-feira à noite, a PJ deteve a mulher do triatleta, de 43 anos, e um homem, de 42, suspeitos do envolvimento no crime.

A mulher e o homem estão indiciados pela prática dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

Os detidos serão presentes na sexta-feira a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

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