Maduro acusa Portugal de ter sequestrado 30 milhões

Nicolas Maduro
Autor: Vítor Santos | 5 de Fevereiro de 2019

A tensão entre Portugal e a Venezuela tem vindo a aumentar nos últimos dias, depois de oito operacionais da força de elite da PSP terem sido impedidos de entrar na Venezuela para proteger a embaixada nacional, um dia antes de Portugal reconhecer Juan Guaidó como presidente interino.

O governo venezuelano ficou com 30 milhões de euros sequestrados em Portugal, acusou Nicolás Maduro numa entrevista a uma televisão espanhola, num momento em que aumenta a tensão entre Lisboa e Caracas.

“Agora mesmo sequestraram-nos em Portugal uns 30 milhões de euros, com os quais estávamos a pagar um sistema de autocarros que comprámos no país para transporte público”, disse Nicolás Maduro numa entrevista feita pelo canal La Sexta, sem adiantar mais pormenores.

“Todos os dias roubam-nos, congelam-nos, sequestram-nos. Mas não vao conseguir, de maneira alguma. Juro pelos nossos antepassados”, afirmou Maduro em entrevista conduzida pelo jornalista Jordi Évole.

As declarações de Nicolás Maduro surgiram durante a entrevista quando afirmou que a Venezuela está a ser alvo de uma “guerra económica” com o objetivo de “asfixiar a

Venezuela está a ser alvo de uma “guerra económica” com o objetivo de “asfixiar a economia” do país. “Eles dirigem uma guerra económica para asfixiar a nossa economia. Deram-nos golpes duros. Por exemplo, por exemplo, temos sequestrado no Euroclear, que é um sistema de pagamento, 1.400 milhões de dólares é assim há vários meses. Por ordem do Governo de Estados Unidos, com esse dinheiro estavamos a pagar medicamentos, alimentos”, disse.

A tensão entre Portugal e a Venezuela tem vindo a aumentar nos últimos dias. Os oito operacionais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP que partiram de Lisboa no sábado com a missão de defender a embaixada e o consulado de Portugal na Venezuela, foram impedidos de entrar no país pelas forças de segurança da Maduro, conforme revelou a RTP. Estes membros da força de elite da PSP foram obrigados a regressar a Lisboa, após as negociações diplomáticas entre Lisboa e Caracas terem terminado sem sucesso.

O incidente teve lugar apenas um dia antes de Portugal reconhecer a legitimidade de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, a par de dezenas de países europeus, depois do regime de Nicolás Maduro se ter recusado a convocar eleições antecipadas.

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