Mel de Castelo Branco conquista medalha de ouro em Londres

Autor: Adília Vieira | 1 de Julho de 2021

Um mel de rosmaninho produzido no concelho de Castelo Branco conquistou a medalha de ouro no concurso “London Honey Awards 2021”, distinção que a apicultora responsável vê como o “reconhecimento mundial do mel português”.

“O prémio é mais uma prova clara e inequívoca da qualidade do mel ‘Apijardins’ e representa o reconhecimento mundial do mel português e do valor ambiental das nossas paisagens”, apontou, em declarações à agência Lusa, Filipa Almeida, a apicultora responsável pela produção do mel vencedor.

Com 42 anos, Filipa Almeida é arquiteta paisagística e desde há oito anos produtora de mel, atividade que abraçou para evitar o desemprego e a consequente emigração.

Assim, criou a ‘Apijardins’, empresa que sediou na sua terra natal (Sarzedas, no concelho de Castelo Branco) e que organizou de forma a abarcar as duas áreas.

Numa parte do ano, Filipa Almeida dedica-se ao mel e às 300 colmeias que já possui, no outro semestre centra maior atenção aos projetos de arquitetura paisagística, desde a fase inicial até ao acompanhamento da obra.

“Aquilo que sou como apicultora e arquiteta paisagista mistura-se e nessa junção resultam sempre espaços mais ricos e floridos para pessoas e abelhas. Eu sou a mão, o cérebro e o coração com que a natureza desenha e ganha prémios”, apontou, referindo-se a diferentes distinções que tem obtido.

A mais recente foi-lhe comunicada esta semana e trata-se da medalha de ouro atribuída em Londres ao “Mel Monofloral de Rosmaninho Apijardins”.

Com um leque de 12 juízes especialistas de 10 países diferente, o concurso contou com 280 produtos oriundos de 20 países de todo o mundo (Grécia, Itália, Estados Unidos da América, Portugal, Turquia, Eslovénia, Ucrânia, Rússia, Bulgária, Canadá e Espanha, entre outros), tendo este mel com a marca de Castelo Branco obtido a medalha de ouro.

Para Filipa Almeida trata-se da confirmação de que está a trabalhar no “sentido correto” para produzir “um mel de excelência”, ao mesmo tempo que reflete a “profissionalização que o setor está a assumir”.

Mostra ainda que esta “é uma atividade que reflete a riqueza e identidade do território, capaz de contribuir para projetar a imagem do país lá fora”, como apontou.

No caso concreto, o mel da ‘Apijardins’ já tinha sido considerado o melhor mel ibérico monofloral, em 2018, num concurso em Tenerife, e também já tinha conquistado duas medalhas de prata no Internacional Taste Awards 2020, em Itália.

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