Ministro cria insegurança nas populações

Publicado por Horta e Costa em 5 de Janeiro de 2020 | 17:47

Declarações do ministro do Ambiente sobre aldeias afetadas por inundações na região Centro promoveu um sentimento acrescido de insegurança nas populações

Ministro do Ambiente - PS

Figueira da Foz: Carlos Tenreiro e Miguel Babo (que perderam a confiança política das estruturas locais sociais-democratas e têm vindo a protagonizar posições divergentes para com o único vereador reconhecido pelo PSD no executivo, o líder concelhio Ricardo Silva) contestam o teor das declarações de Matos Fernandes, em 23 de dezembro, “a propósito da ocorrência das recentes cheias na região Centro e das populações que foram afetadas”.

“Vamos ter de nos adaptar aos recursos que temos. Aldeias têm de saber que estão numa zona de risco. Paulatinamente, as aldeias vão ter de ir pensando em mudar de sítio porque não esperamos que esta capacidade que temos possa vir a crescer”, afirmou na altura o ministro do Ambiente, citado em vários órgãos de comunicação.

“A declaração, ao ser proferida por um responsável máximo da governação do país, demonstra uma total irresponsabilidade, revelando-se infeliz, inoportuna, despótica e de tom alarmista, não só desnecessário como totalmente desajustado”, acusam os autores da moção.

Carlos Tenreiro e Miguel Babo argumentam que Matos Fernandes demonstrou “uma total ignorância sobre tudo o que se refere à realidade e história das populações do Baixo Mondego”, que “ao longo de séculos, geração após geração, sempre souberam conviver e lidar com a questão das cheias”.

Os vereadores acrescentam, entre outros considerandos, que o “total despropósito” das palavras do titular da pasta do Ambiente “promoveu um sentimento acrescido de insegurança no seio das populações atingidas pelas cheias”.

“De um governante, e acima de tudo, de um ministro do Governo central, em momentos como aqueles que se viveram nos últimos dias com as cheias do Mondego esperam-se palavras de apoio e de conforto”, adiantam Carlos Tenreiro e Miguel Babo.

Os vereadores frisam, por outro lado, que as declarações do ministro levam “irremediavelmente” a outras preocupações, relacionadas com a Figueira da Foz, nomeadamente à “situação grave de erosão costeira” a sul do Mondego, “com risco de submersão das localidades ali existentes e que não é causada pelas alterações climáticas, mas sim pela catastrófica retenção das areias” na praia adjacente ao molhe norte do porto comercial.

“Nada nos espanta que dentro da lista negra da política de deslocalização de aldeias, se encontrem, também, pelos mesmos motivos, as populações da Cova, da Gala, da Costa de Lavos ou da Leirosa”, enfatizam.

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