Morreu a jornalista Manuela Ferreira

Publicado por Vítor Santos em 26 de Junho de 2018 | 14:31

Morreu a jornalista Manuela Ferreira, a primeira mulher delegada de agência (ANOP), em Moçambique. Tinha 69 anos e deixou incompleto o seu livro. Na foto, Manuela Ferreira com a sua filha Rita Andrade

A jornalista Manuela Ferreira, que exerceu diversos cargos nas agências noticiosas ANOP, NP e Lusa, morreu na segunda-feira no hospital de Santarém, onde estava internada, anunciou fonte ligada à família.

Manuela Ferreira, 69 anos, entrou na agência ANOP em 1980 e a sua vida profissional esteve, durante décadas, ligada ao jornalismo de agência, onde desempenhou vários cargos como editora – do Piquete da noite, do País – e como coordenadora do serviço Nacional e do serviço Internacional.

Conforme recorda a sua antiga colega de agência Otília Leitão, Manuela Ferreira foi a primeira mulher a ser delegada da agência (ANOP) em Moçambique, numa altura em que aquele país era presidido por Samora Machel.

Entre maio de 1987 e setembro de 1988, Manuela Ferreira foi cooperante da República de Cabo Verde, país onde trabalhou no jornal “Voz di Povo”.

Otília Leitão, que foi delegada da agência Lusa em Cabo Verde e Moçambique, recorda Manuela Ferreira como uma “grande jornalista” e uma “mulher discreta, trabalhadora e lutadora”, capaz de enfrentar os mais diversos desafios profissionais.

Manuela Ferreira, que deixa uma filha maior, advogada de profissão, vivia, desde que se reformou no Pé da Serra, Rio Maior.

O seu velório realiza-se hoje, pelas 18:00, na igreja da Ramada, Odivelas.

O funeral efetua-se na quarta-feira no cemitério de Barcarena, Oeiras, onde o corpo será cremado.

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