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Morte na Venezuela

Publicado por Horta e Costa em 24 de Janeiro de 2019 | 21:32

O número de mortos na Venezuela subiu para 27, segundo dados divulgados por organizações não-governamentais e autoridades locais

Manifestações na Venezuela

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Segundo o Observatório Venezuelano de Conflituosidade Social (OVCS), desde o dia 22 e até às 14:00 locais de hoje (18:00 em Lisboa) morreram 26 pessoas, com a respetiva “identidade confirmada”.

Os dados divulgados pelo OVCS dão conta que as mortes ocorreram nos Estados de Amazonas (dois mortos), Barinas (três), Bolívar (cinco), Portuguesa (três), Táchira (três), Monágas (dois) e Yaracuy (um).

Os registos dão conta ainda de sete mortos no Distrito Capital, onde se localiza Caracas.

Por outro lado, as autoridades do Estado de Barinas, terra natal do falecido líder socialista Hugo Chávez, que presidiu entre 1999 e 2013, anunciaram que há a registar mais um morto.

Os protestos surgem no pico de uma crise política no país, com as ruas repletas de venezuelanos em marchas anti e pró-Maduro.

O presidente da assembleia nacional, Juan Guaidó, autoproclamou-se na quarta-feira presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 3 de janeiro, a presidência da Assembleia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.

Nicolás Maduro iniciou a 10 de janeiro o seu segundo mandato de seis anos como Presidente da Venezuela, após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela maior parte da comunidade internacional.

Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e quase toda a América Latina, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

O México, a Bolívia, Cuba, a Rússia, a China e a Turquia mantêm-se ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela.

Por seu lado, a União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmou o seu pleno respeito “à vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela e disse esperar que Nicolas Maduro “compreenda que o seu tempo acabou”.

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Durante os últimos três dias de protestos, a ONG de direitos humanos Foro Penal registrou 218 prisões, a maioria delas (175) durante as manifestações de quarta-feira.


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