Novo vírus coronavírus: o que se sabe até agora

Publicado por Adília Vieira em 16 de Janeiro de 2020 | 12:49

Os coronavírus são uma grande família de vírus que debilitam o sistema imunitário e podem causar infeções potencialmente mortais

Este novo vírus que está a causar alarme mundial surgiu na China, mais precisamente em Wuhan, e já alastrou a outros países da região. Os coronavírus são uma grande família de vírus que debilitam o sistema imunitário e podem causar infeções potencialmente mortais.

Que vírus é este?

Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infeções respiratórias em seres humanos e outros animais. Geralmente, as infeções por coronavírus causam doenças respiratórias leves ou moderadas. No entanto, podem também causar infeções graves.

O novo coronavírus identificado na China é semelhante a outros que surgiram nos últimos anos, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) ou a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS).

O genoma deste novo vírus foi sequenciado por laboratórios chineses, que concluíram que é da família da SARS, que entre 2002 e 2003 fez 648 vítimas mortais na China, incluindo Hong Kong.

Visto ao microscópio, este vírus tem à sua volta uma espécie de coroa de espinhos, daí o nome coronavírus.

Quantos casos já foram identificados?

Entre 31 de dezembro de 2019 e 11 de janeiro de 2020 foram reportados 59 casos de pneumonia associados à frequência de um mercado em Wuhan, China. Foi identificado um novo coronavírus como agente etiológico da doença, tendo sido obtidos resultados positivos em 41 daqueles casos, incluindo 1 óbito.

O vírus pode alastrar a outras regiões?

Apesar de ter sido notificado um caso na Tailândia e outro no Japão, em viajantes originário de Wuhan, China, a Direção-Geral da Saúde (DGS) estima que a propagação do vírus não é uma hipótese neste momento a ser equacionada.

Transmite-se de pessoa para pessoa?

Os dados preliminares não revelam evidência de transmissão pessoa-a-pessoa. O surto continua em investigação.

Como prevenir o contágio?

A DGS está a acompanhar a situação e recomenda que os viajantes para aquela região da China adotem as seguintes medidas:

Evitar contato próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas;

Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes;

Evitar contato com animais;

Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo); lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

O que fazer em caso de sintomas?

Se os viajantes para aquela região da China apresentarem sintomas sugestivos de doença respiratória, durante ou após a viagem, devem procurar atendimento médico e informar o médico sobre a história da viagem. Poderão ainda ligar 808 24 24 24 (SNS24) para esclarecimento de dúvidas.

A Direção-Geral da Saúde acompanha a situação, alinhada com as organizações internacionais, em particular com a OMS, e divulgará novas informações sempre que pertinente.

O que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS)?

Segundo a OMS, hospitais de todo o mundo devem estar preparados para lidar com um novo grupo de vírus, não se afastando um cenário de contágio em massa.

A diretora interina do Departamento de Doenças Emergentes, Maria Van Kerkhove, alertou ainda para a possibilidade de haver contágio entre humanos, embora ainda não haja dados suficientes para confirmar essa suspeita.

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