O pior vírus é este des-Governo socialista

Publicado por Vítor Santos em 30 de Junho de 2020 | 22:03

O Governo está descontrolado. Um primeiro-ministro atacando publicamente os seus mais próximos colaboradores, não tem condições para assegurar a governação

Afinal, o “milagre português” foi mais um “blefe” dos dois maiores batoteiros que estão no Poder. E não foi a oposição que os denunciou! Foi a própria ministra da Justiça, Marta Temido, que revelou o jogo sujo do primeiro-ministro e presidente da República.

Marta Temido sabe que, com o seu arrojo, o lugar como ministra da Saúde tem os dias contados e até já se fala noutro nome para ocupar a pasta. A António Costa não convém ter pessoas honestas no Governo e Marcelo está mais preocupado com a sua reeleição.

Na última reunião no Infarmed, Costa irritou-se com Marta e obrigou Marcelo a acabar reunião. O primeiro-ministro tirou a palavra à ministra da Saúde e, visivelmente aborrecido, pôs-se de pé e quis deixar claro que, se algo falhar, a culpa não será sua, uma vez que “a falta de clareza” dos dados que lhe têm chegado e o “boom” de casos em Lisboa e Vale do Tejo estão a impedi-lo de fazer o juízo adequado sobre as medidas a tomar.

Ainda que não tenha feito um ataque declarado à Direção-Geral da Saúde (DGS) ou a Graça Freitas em específico, o remoque às autoridades sanitárias foi evidente para quem se sentou naquela sala. O primeiro-ministro ficou desconfortável com o facto de pela primeira vez em nove reuniões ter sido contrariado pelos epidemiologistas presentes. Foi um momento de frustração porque a retórica de que está tudo bem acabou.

Quando um primeiro-ministro afirma publicamente três vezes que a sua ministra da Saúde está a mentir…para além da insuportável grosseria, sobram, apenas, duas atitudes possíveis: Ou António Costa demite a ministra da Saúde porque, mais do que ter perdido a confiança na responsável pela pasta, assume publicamente que ela mente; ou Marta Temido apresenta a demissão por ter sido insultada em público pelo seu primeiro-ministro.

O Governo está totalmente descontrolado e a situação é avassaladoramente repugnante. Um primeiro-ministro atacando publicamente os seus mais próximos colaboradores, não tem condições para assegurar a governação, sobretudo, na dificílima fase em que o País e o Mundo se encontram. E essas faltas de consistência e de credibilidade já extravasaram as fronteiras de Portugal.

Opinião: Vítor Santos

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