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Poderá o pó de talco causar cancro? Polémica está instalada

Publicado por Vítor Santos em 12 de Abril de 2018 | 14:20

Mais de 4.800 mulheres com cancro do ovário e as suas famílias entraram com processos contra a Johnson & Johnson por causa do seu pó… [ ]

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Mais de 4.800 mulheres com cancro do ovário e as suas famílias entraram com processos contra a Johnson & Johnson por causa do seu pó de talco


Cerca de 4.800 mulheres e suas famílias já processaram a gigante farmacêutica Johnson & Johnson por causa dos seus produtos à base de pó de talco, alegando terem contraído cancro do ovário em resultado do seu uso, segundo avança a CNN.

A maioria das mulheres que recorrerem aos tribunais pede à Johnson & Johnson que, no mínimo, coloque uma etiqueta de advertência.

Já algumas empresas que fabricam pó de talco o fazem. Por exemplo, o Assured’s Shower & Bath Absorbent Body Powder diz que é “destinado apenas a uso externo” e acrescenta que “a aplicação frequente de pó de talco na área genital feminina pode aumentar o risco de cancro do ovário”.

A Johnson & Johnson argumenta que tal rótulo seria confuso, porque, embora a empresa manifeste empatia para com essas mulheres, nega veementemente que o seu pó de talco possa estar vinculado ao cancro do ovário.

A posição da Johnson & Johnson é apoiada por parte da comunidade científica, mas também há quem se oponha, e esteja do lado das mulheres.

O debate sobre esta questão tem vindo a crescer na comunidade científica. Alguns estudos demonstraram que as mulheres enfrentam um risco aumentado de cancro do ovário com o uso de pó de talco na área genital, mas outros não. A maioria sugere que mais pesquisas são necessárias.

Juntam-se à quezília advogados, que estão a colocar a ciência sob o microscópio nos tribunais norte-americanos, mostrando aos jurados memorandos da empresa que, segundo eles, sugerem que a Johnson & Johnson está ciente desse problema há décadas e não fez nada.

O principal advogado da Johnson & Johnson em dois dos casos argumenta que as ações judiciais são todas sobre o dinheiro, em vez de ser tudo sobre a ciência.

“A minha opinião sobre o litígio de cancro do ovário é que são advogados de defesa hábeis e bem financiados que estão a exagerar os dados científicos e a descontextualizá-los para assustar as pessoas e assustar o público com o objetivo de encher os seus próprios bolsos”, disse Bart Williams.

“Acho que eles (os advogados de defesa) estão cientificamente errados. Acho que estão legalmente errados, e acho que as evidências mostram que a ciência não sustenta o vínculo entre o uso de pó de talco e cancro do ovário”, acrescentou.

A Johnson & Johnson não é a única fabricante de produtos à base de talco que está a ser processada, embora seja uma das mais visadas, pelo facto de os seus produtos dominarem o mercado há mais tempo.

Algumas ações mencionam outros fabricantes, incluindo a Valeant Pharmaceuticals, que possui agora a marca Shower to Shower (propriedade da Johnson & Johnson até 2012).

Outras ações judiciais mencionam o pó de talco da Gold Bond, fabricado pela Chattem Inc., uma empresa da Sanofi, e ainda a Imerys Talc America.

O pó de talco é amplamente usado por ter minerais macios, reduzir o atrito e pela sua grande capacidade para absorver oleosidade, humidade e odores. É principalmente extraído na China, Índia, Brasil, México e EUA, de acordo com o US Geological Survey.

A maioria dos talcos não é usada para cosméticos; é encontrado com maior frequência em cerâmicas, tintas de parede, plásticos, papel e até nas pastilhas elásticas.

A venda de produtos à base de talco como talco para uso geral, talco para bebés, talco perfumado e “talcos líquidos” garantiram à Johnson & Johnson quase 263,4 milhões de euros (cerca de 325,2 milhões de dólares) em 2016, segundo a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor.


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