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Portugal sagra-se Campeão Europeu de sub-19

Publicado por Vítor Santos em 29 de Julho de 2018 | 21:24

Histórico: depois de três finais perdidas, Portugal sagra-se Campeão Europeu de sub-19 pela primeira vez, após jogo louco

Portugal Campeão europeu sub19

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Portugal sagrou-se campeão europeu pela primeira vez, ao vencer a Itália por 4-3 após prolongamento, num jogo louco. Na final no OmaSP Stadion, na Finlândia, a seleção lusa esteve a vencer por 2-0, com golos de Jota e Trincão mas permitiu a recuperação italiana em dois minutos, pelo suplente Moise Kean. No prolongamento marcaram-se mais dois golos, com Jota a bisar e Scamaca a empatar. Suplente Pedro Correia fez o golo histórico e deu o título a Portugal.

Percursos diferentes até a final. Portugal queria ‘vingança’ e história

Estas duas formações já se tinham defrontam na segunda ronda desta prova. Na altura os transalpinos venceram por 3-2, depois de atuarem mais de 80 minutos com mais um jogador, após expulsão do capitão Diogo Queiroz que nunca mais entrou no onze. A seleção lusa, que terminou em segundo do Grupo B, goleou a Ucrânia, por 5-0, nas meias-finais, depois de ter vencido a Noruega (3-1) e a Finlândia (3-0). Os italianos venceram a Finlândia (1-0) e empataram com a Noruega (1-1), depois do 3-2 a Portugal na fase de grupos. Nas ‘meias’, derrotou a seleção francesa por 2-0.

A Federação Portuguesa de Futebol optou por se apresentar no Torneio de Toulon, uma prova de sub-20, com esta seleção de sub-19, para dar mais competitividade a estes jovens. E pode-se dizer que a estratégia resultou, face a forma como Portugal se exibiu na fase final deste torneio.

Além da ambição lógica de vencer o torneio neste novo formato pela primeira vez, havia também um certo desejo de vingança, seleção que venceu Portugal na final deste torneio em 2003 (2-0). Nas anteriores finais, Portugal perdeu em 2014 (0-1 frente à Alemanha) e 2017 (1-2) frente a Inglaterra. Se tivermos em conta o anterior formato (sub-18) e este, Portugal apresenta-se como o país com maior número de finais perdidas – oito, em 1971, 1988, 1990, 1992, 1997, 2003, 2014 e 2017 -, as três últimas já com o atual modelo competitivo. Nos sub-18, sagrou-se campeão em 1961, 1994 e 1999.

Para este jogo no OmaSP Stadion, Hélio Sousa, selecionador luso, não pode contar com o guarda-redes Diogo Costa, que se lesionou na meia-final, tal como o médio Miguel Luís, lesionado no aquecimento. João Virgínia foi o guarda-redes, Nuno Nunes, também conhecido por Pina, foi o médio escolhido.

Determinado em levantar o ‘caneco’, os jovens lusos entraram a todo o gás e criaram várias situações de golo no sintético do OmaSP Stadion. João Filipe, conhecido por Jota, deu o primeiro sinal aos dois, Pina aos 11 e José Gomes aos 13 estiveram perto do golo. Aos 26 foi o defesa central David Carmo disparar uma ‘bomba’ de muito longe para uma defesa fantástica de Plizzari.

Os portugueses dominavam a partida, tinham o controle das operações e não deixaram os italianos crescer no jogo. Só aos 30 minutos apareceu o primeiro remate com perigo por parte de Frattesi mas João Virgínia, guarda-redes que atua no Arsenal, defendeu com a ponta dos dedos. O guarda-redes luso viria a brilhar novamente aos 41, a remate de Tonali.

Quando já se esperava pelo apito do espanhol Juan Martinez Munuera, um passe da direita encontrou o peito de Trincão que deixou a bola para Jota. O extremo do Benfica encheu o pé e atirou para o fundo da baliza, num lance em que o guarda-redes transalpino podia ter feito muito melhor.

E tudo Kean mudou

No início do segundo tempo o selecionador italiano trocou a técnica de Pinamonti pela velocidade de Moise Kean. Uma decisão que viria a revelar-se acertada.

Antes de Kean desatar a fazer estragos na baliza lusa, Portugal ameaçou o 2-0 por Trincão aos 58 e 59, e Jota aos 69. Mas Trincão marcaria mesmo, aos 72, na recarga a um remate de Jota que o guarda-redes italiano defendeu para a frente. Destaque para o passe fantástico de Quina.

Mas frente a um Itália, que é cínica dos sub-10 aos ‘sub-99’, era preciso manter-se vigilante, apertar na marcação e tentar marcar mais um golo para dar mais tranquilidade. Isso não aconteceu e Moise Kean tratou de castigar os lusos com dois golos quase iguais, aos 75 e 76 minutos: o primeiro num remate forte e colocado, após toque de calcanhar de Capone; o segundo num desvio na grande área após centro da direita.

Até ao final, o resultado não se alterou, com as duas equipas já com o prolongamento na cabeça.

Hélio Sousa, que já tinha lançado Mesaque Djú no lugar de José Gomes, antes dos 90, colocou em campo Pedro Correia no posto do cansado Trincão e Nuno Santos no lugar de Domingo Quina. Portugal ganhava frescura na frente e no meio, mantendo a defesa sem alterações.

No prolongamento a Itália entrou melhor, com Portugal a demorar a retomar o controle da partida. Nuno Santos, recém-entrado, quase que fazia autogolo aos 100 minutos. Mas Jota tinha um ‘coelho na cartola’. O avançado do Benfica aproveitou um passe de Pedro Correia para ‘encher’ o pé à entrada da área fazer um golaço, com o guarda-redes ainda a tocar na bola mas sem conseguir evitar o 3-2. Jota bisava no jogo, fazia o seu quinto golo na prova e apanha Trincão na liderança dos marcadores.

Mas no recomeço, após troca de campo no prolongamento, Gianluca Scamacca fez o 3-3 aos 108 minutos, num desvio de cabeça dentro da área. Mas Portugal respondeu logo por Pedro Correia, que ganhou um ressalto na área e fez o 4-3 aos 109.

Depois foi aguentar até ao apito final e celebrar.

Portugal consegue assim o primeiro título nos sub-19, um ano depois de ter perdido a final para Inglaterra.  De destacar que a maior parte destes jogadores se tinham sagrado campeões no escalão de sub-17 há dois anos. Este é o primeiro triunfo luso desde que a prova mudou de formato, em 2001. Destaque também para Hélio Sousa, que, depois de vencer o Euro sub-17, sagra-se campeão europeu de sub-19.


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