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Portugueses que morreram no 11 de Setembro

Publicado por Vítor Santos em 11 de Setembro de 2018 | 13:40

Um dos maiores ataques terroristas aconteceu precisamente há 17 anos. A data 11 de Setembro ficou na memória de todos e é ainda hoje um dia de luto para milhares de pessoas

11 de Setembro

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Os ataques suicidas contra os Estados Unidos foram perpetrados pelo grupo radical Al-Qaeda e mataram quase três mil pessoas: 246 nos quatro aviões que embateram nos edifícios, 2606 na cidade de Nova Iorque e 125 no Pentágono. Todas as mortes ocorridas foram de civis, excepto a de 55 militares que se encontravam no Pentágono.

Entre as pessoas que morreram estavam cinco portugueses. Uns trabalhavam nas Torres Gémeas, outros estavam “no sítio errado à hora errada”.

Voltou para ajudar os colegas
João Aguiar Costa, na altura com 30 anos de idade, “era há duas semanas vice-presidente da empresa de corretagem e gestão de património onde trabalhava, que funcionava no 87.º andar da torre sul [do World Trade Center, em Nova Iorque]”, escreveu a Lusa em 2011.

De acordo com a agência noticiosa, João telefonou à namorada assim que se deu o primeiro embate e mandou todos os seus colegas sair. Quando se preparava para abandonar o local, decidiu voltar atrás para ajudar os trabalhadores de uma outra empresa daquele andar. Foi nessa altura que o segundo avião chocou contra a torre.

Tentou retirar pessoas de um elevador
Também o engenheiro electrónico na Autoridade Marítima Carlos da Costa, de 41 anos, morreu a atentar ajudar outras pessoas a fugirem das torres. “Após o primeiro impacto, segundo recordou a supervisora de Carlos da Costa na altura dos acontecimentos, português foi visto a descer as escadas mas depois percebeu que havia pessoas presas dentro do elevador. Juntamente com dois colegas tentou retirá-las. Não se sabe se conseguiram”, escreveu a Lusa.

Foi buscar máscaras e garrafas de oxigénio
António José Carrusca Rodrigues, de 36 anos, também trabalhava na Autoridade Marítima. Assim que soube o que se estava a passar decidiu ir a correr para o local dos ataques. António tinha ido aos pisos subterrâneos buscar máscaras e garrafas de oxigénio para ajudar as pessoas que ali se encontravam. No momento em que começou a descer, caiu uma torre.

No sítio errado à hora errada
Bastaram dois minutos. Apenas dois minutos. O decorador de interiores Manuel da Mota dirigiu-se para o World Trade Center para uma reunião de trabalho. De acordo com as declarações de um colega de trabalho à Lusa, dois minutos depois de Manuel ter chegado ao local, o primeiro avião despenhou-se.

Conseguiu despedir-se da mulher
Também António Augusto Tomé Rocha, 34 anos, trabalhava no World Trade Center, na empresa na Cantor Fitzgerald Securities, que ocupava os pisos 101, 103, 104 e 105 da torre norte, a primeira a ser atingida.

“Um avião bateu contra o World Trade Center, há fogo, muito fumo, mas não te assustes…” foram as últimas palavras que António disse à sua mulher Marilyn, assim que o avião chocou com o prédio.


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