Presidenciais 2021: O povo começa a ficar cansado

Autor: Vítor Santos | 25 de Janeiro de 2021

Cerca de meio milhão de portugueses mostraram o seu descontentamento no atual sistema político ao votarem no candidato presidencial André Ventura.

Os líderes do mesmo sistema, incluindo Marcelo, mostraram-se preocupados com a votação num cidadão que personifica a extrema-direita esquecendo que são eles os culpados da ascensão de André ventura.

O povo começa a ficar cansado da incompetência deste Governo, de tantos casos de corrupção por resolver, de tantas promessas não cumpridas e de tantas negociatas obscuras. Recordo um lar de idosos gerido pela sogra do ex-ministro Vieira da Silva que recebeu um subsídio de 100 mil euros (nota: esta senhora, por ano, recebe 16.478 euros desta IPSS e a este valor ainda acrescenta uma reforma mensal que aufere desde 2010 e que ronda os 1050 euros).

Depois a corrupção sobre as “golas antifumo” do atual ministro da Administração Interna, em investigação e que conta com 18 arguidos, entre os quais o ex-secretário de Estado da Proteção Civil Artur Neves e o atual presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes. O ministro continua no poder e nem sequer foi constituído arguido.

Os milhões gastos na compra de ventiladores que grande parte nunca chegaram a Portugal e os poucos que chegaram não funcionam por falta de peças. Acresce ainda as máscaras compradas por ajuste direto por um valor 4 vezes superior ao seu custo real. Neste caso de polícia não há arguidos nem nunca haverá.

O povo, nestas eleições, deu mostra de começar a ficar cansado de um des-Governo opaco, incompetente, sem soluções, e de um presidente da República que nos últimos 5 anos, mais não fez do que proteger o mesmo des-Governo.

Cansado de um presidente da República que sobre o caso dos incêndios de Pedrógão, disse que era preciso apurar… mas não se apurou nada. E o mesmo sucedeu sobre o caso das armas de Tancos, o caso do “hidrogénio verde”, onde Pedro Siza Vieira e João Galamba estão a ser investigados por causa deste projeto de hidrogénio verde em Sines e, ainda assim, continuam em funções governativas.

E agora, a vergonha de todas as vergonhas. O des-Governo falsifica o currículo do procurador António Pedro Santos para colocar um amigalhaço do Partido Socialista na Europa. E o que disse até agora Marcelo? Nada. Rigorosamente nada!

Cito o candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves: “Marcelo não foi Presidente da República, foi ministro da propaganda do Governo”.

Opinião: Vítor Santos

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