Presidente demissionário da ADSE continua a exercer cargo

Carlos Liberato Batista mantém o cargo de presidente da ADSE apesar de se ter demitido em abril último por suspeita de ter desviado mais de 5 milhões

Carlos Batista, presidente ADSE
Autor: Vítor Santos | 3 de Julho de 2018

Suspeitas de corrupção passiva no sistema de saúde dos funcionários público (ADSE) levaram a Polícia Judiciária a realizar buscas domiciliárias e não domiciliárias na segunda-feira, revelou hoje o Ministério Público.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), “foram realizadas várias buscas domiciliárias e não domiciliárias, no âmbito de um inquérito que tem por objeto a investigação de suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva em serviço da ADSE”.

Os factos denunciados, explica a PGDL, “envolvem o eventual pedido de contrapartidas ilícitas tendo em vista a eliminação de inquéritos abertos na ADSE a clínicas com acordos com este Instituto”.

O inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa tem a coajuvação da Unidade Nacional contra a Corrupção da PJ.

Segundo a revista Sábado, a investigação incide sobre o presidente demissionário da ADSE, Carlos Liberato Baptista, por suspeitas de corrupção.

Carlos Liberato Batista demitiu-se em abril, alegando “motivos pessoais”, dias antes de a TVI emitir uma reportagem que levantou suspeitas sobre a sua gestão na Associação de Cuidados de Saúde da antiga Portugal Telecom.

Tal como a Mtv notícias anunciou em maio (ler artigo aqui), uma auditoria confidencial aponta para indícios de crime, mas que nunca chegou às mãos das autoridades: em causa poderão estar pelo menos cinco milhões de euros. Isto porque, Carlos Baptista antes de estar à frente do maior subsistema nacional de proteção na doença aos funcionários públicos foi administrador da associação de saúde da PT.

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