Prostituição na Comunicação Social

Publicado por Vítor Santos em 20 de Maio de 2020 | 21:49

A comunicação social em Portugal está a transformar-se em algo que eu nunca imaginei que pudesse acontecer: um autêntico bordel pago pelo Estado

Vivemos tempos difíceis. A pandemia causada pelo covid-19 encerra empresas, cria desemprego e arrasa a economia.

Os órgãos de comunicação social vivem momentos desesperantes. Não há publicidade e sem patrocinadores não se fatura e as receitas caem a pique. Há jornalistas que ainda não receberam o salário do mês de abril.

Em meados de abril o Governo decidiu comprar antecipadamente espaço de publicidade em órgãos de comunicação social, no valor de 15 milhões de euros, para divulgar não só informação oriunda da Direção Geral da Saúde (DGS) relacionada com a pandemia Covid-19 como, também, relacionada com outros assuntos de carácter social, como a violência doméstica e a literacia mediática.

A Ministra da Cultura disse que a aquisição seria feita nos termos da Lei da Publicidade Institucional que prevê, desde logo, uma afetação de 25% do valor global à imprensa local e regional e que seriam definidos critérios que permitissem uma distribuição proporcional pelas empresas e pelos grupos que compõem o sector nacional da Comunicação Social.

Sabe-se que diversos órgãos de comunicação social já receberam valores referentes a este apoio do Governo sem que saibam quais foram os critérios definidos para o efeito… ou será que sabem?! Os que não receberam garanto, não sabem mesmo!

A comunicação social em Portugal está a transformar-se em algo que eu nunca imaginei que pudesse acontecer: um autêntico bordel pago pelo Estado, cujas prostitutas se predispõem a fazer tudo o que lhes é exigido pelo atual Governo socialista.

O pagamento antecipado desta “publicidade institucional” foi verdadeiramente inclusivo. Até a revista “Caras” recebeu um pagamento de 400 mil euros. Espero que não tenham esquecido esse outro monumento da “informação” que responde pelo nome de “Revista Maria”, assim como as revistas de “informação cultural” na linha da “Ana mais Atrevida”.

E o efeito dos “subsídios” já se começa a notar. Até o “Observador” já fez o adequado ajustamento da sua linha editorial. O que levais no regaço Senhora? São interesses, Senhor…

Já agora, quanto terá recebido o “Esquerda.net”? É que o preço da “ganza” está pela hora da morte” e as hortas familiares esgotaram com o confinamento.

E, claro, ao irmão de António Costa foi atribuído o maior “naco”. Convenhamos. Família é família e, assim, até Balsemão, o “morto vivo” da atualidade, ficou satisfeito.

Uma dúvida: será que os jornais dos partidos também receberam a “renda”? Ainda mais?! Eu até estou convencido que, Indiretamente, Marques Mendes recebeu apoio para comprar uns novos sapatos de salto alto.

Mas que diabo! O que levou o Governo a não premiar o “Notícias24”?! Afinal, todas as putas têm preço!

Imaginem a notícias: “António Costa inaugurou uma obra tendo sido recebido com assobios”. A versão oficial, depois de revista e analisada por mim, seria:

“O Senhor Primeiro Ministro, Professor, Engenheiro e Doutor António Costa foi recebido com efusivas manifestações de alegria e afeto por milhares de populares que cantaram emocionadamente, cânticos de agradecimento e louvor, intercalados por efusivos “vivas”, enquanto lançavam pétalas de botões de rosa, à passagem da comitiva. A Camarada e Companheira do Primeiro-ministro, emocionada, foi ofertada com graciosos ramos de cravos, entregues por crianças obreiras sorridentes, tendo, depois, recebido as Camaradas da Comissão de Festas local. O Senhor Pároco Vermelho da Freguesia agradeceu e abençoou a obra agora inaugurada desejando ao Senhor Primeiro Ministro e família (s), longa e feliz vida. Antes do repasto atuou o Coro do Sindicato da Junta de Freguesia, tendo sido descerrada uma lápide que passa a assinalar o momento da visita do Grande Líder e Marajá Supremo”.

E mais: se o Natal é quando um Homem quiser… a versão atual passa a ser: o Natal é todos os dias enquanto o Partido Socialista permitir e o Estado Socialista tiver dinheiro para dar e os “jornalistas” se quiserem prostituir.

Só que o preço exigido pela “prostituta” Notícias24 é demasiado alto: acabar com toda a corrupção dentro do Partido Socialista. Esse preço, António Costa não está disposto a pagar.

Opinião: Vítor Santos *

*Diretor de informação do “Notícias24”

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