PS e PSD descem nas intenções de voto

Segundo sondagem realizada pela Intercampus, PS e PSD descem nas intenções de voto. Bloco é ultrapassado pelo Chega e o PCP pela Iniciativa Liberal

António Costa e Rui Rio
Autor: Vítor Santos | 17 de Dezembro de 2021

PS e PSD estão mais longe de conseguirem conquistar individualmente uma maioria absoluta, se as eleições legislativas fossem hoje, revela o último barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios. Os socialistas continuam a liderar as intenções de voto, mas com 29,4%, uma quebra de 5,3 pontos percentuais face ao barómetro de novembro.

O PSD também desce nas intenções de voto passando de 25% para 22,2%, o que pode significar que o resultado das eleições diretas do PSD, com a reeleição de Rui Rio, pode não ter sido do agrado dos eleitores — esta sondagem foi realizada entre 7 e 14 de dezembro, após o ato eleitoral interno dos social-democratas. Mas o barómetro revela ainda uma subida dos partidos à direita.

O Chega conquista mais 1,8 pontos percentuais para os 7,4% face à sondagem anterior, ultrapassando o Bloco de Esquerda (5,5%) e assumindo-se como terceira maior força política no Parlamento. E o Iniciativa Liberal cresce 1,6 pontos percentuais para os 5,3%, ultrapassando por sua vez o PCP (3,7%). O PAN surge com 2,9%, o CDS com 1,3% e o Livre com 0,7%.

Outra sondagem publicada no Diário de Notícias sobre a opinião dos portugueses relativamente aos líderes políticos mostra que António Costa continua com vantagem, mas que Rui Rio está em ascensão. O atual primeiro-ministro é mais solidário, competente e influente para os eleitores, mas o líder social-democrata consegue pela primeira vez uma avaliação positiva e é visto como o mais honesto.

A seguir, é João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, quem recebe a melhor avaliação, mas já negativa. Segue-se Catarina Martins (Bloco), Inês Sousa Real (PAN), Jerónimo de Sousa (PCP) e só depois Francisco Rodrigues dos Santos (CDS) e André Ventura (Chega), o líder partidário mais impopular. Já o Presidente da República continua com uma taxa de aprovação acima dos 60%, incomparável a nenhum dos outros políticos.

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