Quase 22 mil pessoas exigem deportação de Mamadou Ba

Publicado por Vítor Santos em 17 de Fevereiro de 2021 | 21:06

Milhares consideram que Mamadou Ba proferiu declarações caluniosas contra o militar mais condecorado e exigem a sua expulsão de Portugal

Quase 22 mil pessoas aderiram, desde domingo, a uma petição pública virtual que exige a deportação do ativista antirracismo Mamadou Ba devido a comentários depreciativos sobre o falecido militar condecorado Marcelino da Mata.

Não é a primeira vez que Mamadu Ma profere frases e afirmações que colidem com os valores do cidadão comum e, infelizmente, apenas têm contribuído para fomentar o ódio e o mau estar entre as raças.

“Serve a presente petição pública para que a Assembleia da República vote favoravelmente pela expulsão de Portugal de alguém que não se sente bem em Portugal nem com a nossa cultura e valores. Que esta expulsão sirva de exemplo”, lê-se no texto, no sítio da Internet “peticaopublica.com”, que conta com 21.771 assinaturas, pelas 19h55 horas.

Segundo a legislação em vigor, “qualquer petição subscrita por um mínimo de 1.000 cidadãos é, obrigatoriamente, publicada no Diário da Assembleia da República e os peticionários são ouvidos em sede de comissão parlamentar e, caso haja mais de 4.000 cidadãos subscritores, a mesma tem de ser apreciada em reunião plenária da Assembleia da República.

Os peticionários reclamam que o ex-assessor parlamentar do BE e dirigente da associação SOSRacismo “proferiu declarações caluniosas no Twitter contra o militar mais condecorado da História portuguesa, o tenente-coronel Marcelino da Mata, um dia depois do seu falecimento”, aos 80 anos, vítima de Covid-19.

Mamadou Ba criticou o facto de o CDS-PP ter apresentado no parlamento um voto de pesar pela morte “do sanguinário Marcelino da Mata”. Segundo o ativista, o falecido fundador da tropa de elite “Comandos” terá declarado que nunca entregou “um turra (calão para combatente independentista africano) à PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado do regime fascista de Salazar), antes “cortava-lhes os tomates, enfiava-lhos na boca, e ficava ali a vê-los morrer”.

No domingo, o CDS-PP exigiu a “saída imediata” de Mamadou Ba do grupo de trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação, criado pelo Governo em janeiro, por ter insultado Marcelino da Mata.

Entretanto, o partido da extrema-direita parlamentar Chega anunciou que iria fazer queixa de Mamadou Ba à Procuradoria-Geral da República por “ofender gravemente a memória de pessoa falecida”, um crime previsto e punível com seis meses de prisão.

Marcelino da Mata, o mais condecorado militar do Exército português, falecido na quinta-feira, serviu em mais de 2.000 operações na Guerra Colonial e, no pós-25 de Abril de 1974, foi detido e torturado por elementos da extrema-esquerda, exilando-se em seguida em Espanha até ao contra-golpe do 25 de Novembro de 1975 (que acabou com o Processo Revolucionário Em Curso). Entretanto, o combatente português foi proibido de entrar em território da independente Guiné-Bissau, sua terra-natal. O comando luso foi armado cavaleiro da “Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito”, em 1969, após ter subido sucessivamente de patente, desde soldado a major. Marcelino Mata reformou-se em 1980 e foi ainda promovido a tenente-coronel em 1994.

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