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Quem me dera: Este disco é Mariza personificada

Este disco não se chama Mariza. Este disco é Mariza personificada e o que de melhor, sobre música, se faz em Portugal

Mariza - Quem me dera

O disco, “Mariza”, chega agora. Na terça-feira sobe ao palco. Conversa com a artista – intérprete, não fadista, sobre as suas novas canções e a primeira que atira para a rua com um poema da sua autoria, a canção “Oração”.

Há um momento inédito no novo disco de Mariza, que agora chega ao público: uma canção com um poema da sua autoria, a primeira nos 17 anos que leva editando álbuns. “São aquelas coisas que acontecem, que a gente não tem mão”, ri-se.

O tema chama-se Oração e, nas palavras da intérprete, nasceu assim: “Uma coisa que gosto de fazer quando já tenho os temas do disco escolhidos, para os entender melhor, para os aprender, interiorizar, é escrever num caderno. No meio de um com anotações que mandei para o Tiago Machado ia esse poema que se chamava Só. Ele nunca mais me mandava nada, liguei e ele diz que musicou o poema que ia no meio dos papéis. “Não me digas que foi uma coisa que tu escreveste, eu já estava desconfiado””, relembra. Acabou por cantá-lo em estúdio e ficou.

“Estou contente, mas assustada ao mesmo tempo. Na hora de cantar é tão revelador, não tenho sítio para me esconder. Nos outros, são palavras que não escrevi, são dos outros. Ali, eu sei por que escrevi cada palavra”, confessa a intérprete de 44 anos.

Um desses versos é Quero dizer a verdade. “A minha verdade”, atalha a intérprete. “Quem ouvir vai sentir à sua maneira, porque temos cada um vidas diferentes. Cada um tem as suas emoções e maneira de viver”. Oração já foi cantada em palcos internacionais, “mas é sempre de olhos fechados”. O verdadeiro alcance desse poema – Triste e só anda meu coração /Como anda a folha perdida no vento/ /Procuro caminho nesta escuridão/ Procuro a luz no pensamento – fica por dizer. “O que tenho de dizer é que só escrevo quando estou triste”.

A história do disco começa com “40 temas na gaveta”. “Eles vão chegando, às vezes nem estou a fazer disco nenhum. Chega o Jorge (Fernando) e diz: “toma”. Ai, que lindo, põe na gaveta. Quando chega uma altura de fazer um disco, vou lá buscar e tenho entre 30 e 40 temas. O difícil disso tudo é escolher”.

Fiquem com o videoclipe “Quem me dera”.

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Publicado por Adília Vieira em 4 de Abril de 2019 | 14:46

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