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Representante do Vaticano investigado por agressão sexual

Publicado por Adília Vieira em 15 de Fevereiro de 2019 | 16:12

Representante do Vaticano em França, cardeal Luigi Ventura, está a ser investigado por alegada agressão sexual

Cardeal Luigi Ventura

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O núncio do Vaticano em França, cardeal Luigi Ventura, está a ser investigado por alegada agressão sexual cometida contra uma jovem trabalhadora da autarquia de Paris, confirmaram hoje fontes judiciais às agências noticiosas AP e EFE.

A investigação foi aberta a 24 de janeiro passado, depois de o município parisiense ter participado os factos ao Ministério Público.

Segundo a alegada vítima, os factos ocorreram durante uma cerimónia no município em que esteve presente o núncio do Vaticano, de 74 anos, que ocupa aquele cargo há uma década.

A notícia foi avançada na edição de hoje do jornal Le Monde, que refere que os factos em investigação terão ocorrido no interior das instalações do município durante uma cerimónia ocorrida a 17 de janeiro último.

Luigi Ventura, nascido em Brescia, norte de Itália, completou 74 anos em dezembro, tendo sido ordenado padre em junho de 1969 e tornado-se bispo em março de 1995. Foi designado como núncio em França em setembro de 2009 por Bento XVI, uma função que no Vaticano se equipara à da carreira diplomática.

Após ter sido núncio na Costa do Marfim, Burkina Faso e Níger, ocupou o mesmo cargo no Chile e Canadá antes de ser colocado em França.

Quando atingir os 75 anos em 2019, Ventura terá que se reformar, segundo as regras do Vaticano, tendo de apresentar a sua resignação ao papa Francisco, que pode contudo aceitar um prolongamento ligeiro do exercício do cargo.

Ventura é o terceiro diplomata do Vaticano acusado de má conduta sexual. Em junho passado, o tribunal do Vaticano condenou o monsenhor Carlo Capeçça pela posse e distribuição de pornografia infantil e condenou-o a cinco anos de prisão.

Em 2013, o Vaticano acusou o seu embaixador na República Dominicana, monsehor Jozef Wesolowski, por abusos sexuais a rapazes. Wesolowski acabou por morrer antes de ser julgado criminalmente pelo tribunal do Vaticano.


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