Rio acusa PS de imobilismo e propaganda

PSD/Congresso: Rio acusa PS de imobilismo, propaganda e seis anos perdidos na justiça, insistindo na necessidade de uma reforma neste setor

Rui Rio - PSD
Autor: Vítor Santos | 18 de Dezembro de 2021

 O presidente do PSD, Rui Rio, acusou hoje o Governo de PS de “seis anos perdidos”, “imobilismo e propaganda” na justiça, insistindo na necessidade de uma reforma neste setor.

“É no setor da Justiça, que, em Portugal, mais se nota o imobilismo e a incapacidade para dar uma resposta satisfatória às necessidades da sociedade, seja na área cível, no crime ou, especialmente, na área administrativa e fiscal, onde um cidadão pode esperar mais de quinze anos por uma sentença”, afirmou Rui Rio no discurso de abertura do 39.º Congresso Nacional do PSD, que decorre até domingo em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.

A justiça, uma das bandeiras do presidente do PSD, foi um dos pontos da intervenção que serviu para fazer duras críticas ao PS, considerando que dos socialistas “pouco ou nada” se pode “esperar nesta área fundamental da vida coletiva”.

“Nestes seis anos, para lá de aumentar os salários dos magistrados em choque frontal e injusto com o que não fez com os demais servidores públicos, o Governo de António Costa e Francisca Van Dunem notabilizou-se pelo imobilismo, pela propaganda – por vezes de forma demasiado ostensiva e descarada – e pelo processo indecente como foi nomeado o representante de Portugal na Procuradoria Europeia”, criticou.

Para Rio, “sem uma justiça célere e eficaz, isenta e competente, não há democracia de qualidade”.

“São lindas as palavras que falam em presunção de inocência e em direito à honra e ao bom nome de todo e qualquer cidadão. É feia, muito feia, a hipocrisia política que aceita com evidente incoerência a grosseira violação quotidiana desses valores primeiros do Estado de Direito e da nossa civilização”, sustentou.

É por isso que o PSD, de acordo com o seu presidente reeleito, tem insistido e continuará a insistir “numa reforma deste setor, que tão longe está daquelas que são hoje as novas dinâmicas sociais”.

Na análise de Rui Rio, foram “seis anos perdidos” para a justiça “por uma governação socialista”, onde casos paradigmáticos como o BES, Operação Marquês ou capitalização pública do Novo Banco continuam por resolver.

“E o que é mais grave, é que é precisamente nesta área da governação onde mais ação e mais competência tem de haver, para combater a corrupção e o compadrio – um mal que assola o nosso país e que não só tanto o tem prejudicado, como tanto tem minado a credibilidade das nossas instituições”, referiu.

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