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Smartphone transforma-se em detetor de mentiras

Publicado por Adília Vieira em 23 de Abril de 2018 | 15:48

Através de algoritmos, investigadores estão a desenvolver uma aplicação para smartphone capaz de detetar mentiras através da interação com o ecrã tátil Cientistas informáticos da… [ ]

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Através de algoritmos, investigadores estão a desenvolver uma aplicação para smartphone capaz de detetar mentiras através da interação com o ecrã tátil


Cientistas informáticos da Universidade de Copenhaga estão a trabalhar numa app com um algoritmo inteligente, alimentando por machine learning, capaz de distinguir ações honestas ou desonestas através do toque no ecrã de um smartphone. A aplicação chama-se Veritaps e segundo os investigadores, consegue detetar o comportamento dos utilizadores mediante a forma e a pressão com que tocam no ecrã. A aplicação está a ser desenvolvida em ambiente Android e não se encontra disponível ao público.

No estudo publicado, os cientistas afirmam que os habituais métodos de utilização dos detetores de mentiras recorrem a técnicas não compatíveis com a interação de dispositivos mobile. A técnica agora utilizada centra-se na interação através do toque, transformada através de sensores em informação. Para conduzir o estudo, foram recolhidas informações de forma discreta, utilizando o dedo para deslizar e tocar no ecrã.

Quanto o sujeito apresenta afirmações verdadeiras no dispositivo, dispara um marcador verde, mas quando as respostas suscitam informações questionáveis, assume um marcador vermelho. Neste caso, aparece uma opção para recolher mais informação sobre o assunto. Os investigadores afirmam que a capacidade do algoritmo em detetar mentiras pode ser comparável a um polígrafo, no entanto, ainda tem limitações que impedem o Veritaps de ser utilizado num ambiente judicial, como tribunais ou em investigações policiais.

Para testar mais profundamente a aplicação através do dispositivo, os investigadores realizaram três estudos. No primeiro, foi pedido aos participantes que mentissem ou dissessem a verdade sobre as cores que iam aparecendo no ecrã do smartphone. Neste caso, quem mentiu demorou mais tempo a responder dos que disseram a verdade. Os investigadores afirmam que este tipo de mentiras é semelhante ao mesmo comportamento durante uma conversação.

No teste seguinte, um utilizador recebeu dinheiro com instruções de o dividir com uma outra pessoa. Perguntou-se quanto dinheiro foi oferecido, e mais uma vez, os utilizadores que mentiram sobre a quantia demoraram mais tempo a introduzir o valor.

Por fim, os participantes na experiência foram colocados num jogo de dados no telemóvel. Os utilizadores eram recompensados baseados no resultado dos dados, e embora não fossem incentivados a mentir, os investigadores afirmam que as entradas honestas foram introduzidas com toques feitos com maior pressão no centro do ecrã. Já os jogadores “batoteiros” utilizaram mais movimentos com a mão que os restantes. Concluindo, os utilizadores mentirosos hesitam mais a responder que os honestos.

Os cientistas concluem que a aplicação conseguiu detetar com 96% de precisão a verdade e 65% as mentiras. Baseado no estudo, a Veritaps pode ser aplicada como ferramenta de apoio em diferentes utilizações online, mais concretamente no preenchimento de dados ou na comunicação interpessoal. Para dar alguns exemplos, foi referido a interação das pessoas com os bancos online, com a app a adicionar novas camadas de segurança ou mesmo, durante a compra e venda de viaturas usadas, chegar-se ao consenso de honestidade sobre o verdadeiro estado do veículo.


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