Sporting bate Boavista e é campeão, 19 anos depois

Autor: Horta e Costa | 11 de Maio de 2021

Ao fim de 19 anos de espera, o Sporting volta a sagrar-se campeão nacional. Um golo solitário de Paulinho, a meio da primeira parte, chegou para dar aos ‘leões’ a vitória de que necessitavam sobre o Boavista para selarem, desde já, a conquista do título.

Num jogo em que dominaram praticamente de princípio a fim, os agora recém-coroados campeões nacionais criaram inúmeras ocasiões de golo, acertaram por várias vezes a bola nos ferros da baliza contrária, mas só por uma vez conseguiram marcar. Quanto ao Boavista, segue em posição perigosa na tabela, no 16.º lugar, que obriga a um ‘play-off’ com o 3.º classificado da II Liga.

Sporting entra a somar oportunidades, mas sem marcar

Rúben Amorim não inventou e colocou em campo o ‘onze’ mais habitual, com Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Paulinho na frente. No meio campo João Mário fez companhia a Palhinha e no lado direito regressou Porro. O Boavista até conquistou o primeiro pontapé de canto do encontro, logo a abrir, mas o Sporting depressa tomou conta do jogo.

E, com os leões instalados no meio-campo contrário, as ocasiões de golo começaram a suceder-se. Logo aos cinco minutos, Nuno Santos rematou forte e viu a bola devolvida pelo poste da baliza do Boavista. Na recarga, João Mário atirou por cima.

Pouco depois, foi Paulinho a saltar solto de marcação na sequência de um pontapé de canto e a cabecear centímetros ao lado. De seguida, Pedro Gonçalves falhou uma emenda à boca da baliza e, no seguimento do lance, João Mário surgiu isolado na cara de Léo Jardim, mas não conseguiu marcar.

Contratempo para Amorim e mais uma bola nos ferros

Apesar de dominar, o Sporting ia, então, errando na concretização e ainda antes do minuto 20 os leões viriam a sofrer um contratempo. Pedro Porro, que voltava de lesão, lesionou-se e teve de ceder o lugar a João Pereira.

Tal não impediu, porém, que as ocasiões de golo se continuassem a suceder junto da baliza do Boavista. Aos 26 minutos, combinação entre Nunos, com Santos a tocar para Mendes e este a acertar no poste. Era a segunda bola do Sporting aos ferros no encontro.

Depois, no seguimento de mais um pontapé de canto, mais uma oportunidade. Desta feita foi Gonçalo a cabecear ao primeiro poste, com a bola a ir às malhas laterais, pelo lado errado.

Paulinho a marcar, Adán a defender

Mas, como diz o o povo, tantas vezes o cântaro vai à fonte que alguma há-de quebrar. E quebrou. Excelente jogada coletiva, com João Mário abriu para Nuno Santos na esquerda, este cruzou rasteiro e Paulinho tocou para o fundo das redes. Estava feito o primeiro em Alvalade.

Porém, se os jogadores do Sporting pensaram que podiam relaxar, depressa perceberam que não. É que logo depois o Boavista criou a sua melhor ocasião de golo do primeiro tempo. Coates falhou o corte e Angel Gomes meteu para Nuno Santos, o do Boavista, que já quase na pequena área leonina rematou e a bola parecia levar o destino do golo Mas Adán, com uma fantástica defesa por instinto, segurou a vantagem da sua equipa.

O 2-0 à vista logo a abrir a segunda parte

O Sporting percebeu que o 1-0 poderia ser um resultado perigoso e abriu a segunda parte como tinha aberto a primeira: a atacar e a criar perigo. Logo aos 47 minutos, só uma grande defesa de Léo Jardim evitou o 2-0. Passe de Nuno Mendes para Paulinho, que solto de marcação atirou de primeira, com o guarda-redes axadrezado a negar-lhe o bis.

Minutos mais tarde, na sequência de mais uma jogada de excelente efeito, Nuno Santos surgiu isolado na grande área do Boavista, mas adiantou muito a bola e permitiu o corte a Rami.

Boavista a crescer, ansiedade a aumentar…com mais uma bola no poste

Contudo, à medida que os minutos da segunda parte foram avançando – e numa altura em que eram já muitos os foguetes, sirenes e buzinadelas que se ouviam lá fora – os jogadores do Sporting pareceram começar a acusar o momento e a ansiedade de o título estar a pouco mais de 20 minutos de distância.

Talvez por isso, o Boavista começou a surgir mais vezes no meio-campo leonino e a chegar mais perto da grande área do Sporting. Os axadrezados, a lutarem desesperadamente pela fuga à despromoção, também precisavam de pontos e, aos poucos, passaram a acreditar que era possível impedir a festa do adversário. Os lances de real perigo junto da baliza de Adán, ainda assim, escasseavam.

E quem criava perigo era o Sporting, mas uma vez mais a pecar na eficácia. Pedro Gonçalves, lançado em profundidade, de ângulo muito apertado rematou ao poste e Paulinho desperdiçou mais uma boa oportunidade. Pelo meio, quase um autogolo de . Valeu uma defesa fantástica, por instito, de Léo Jardim, a impedir que o colega colocasse a bola no fundo da própria baliza.

Minutos finais de nervosismo…antes da festa

Os minutos finais foram de nervosismo. Rúben Amorim mexeu na equipa, procurando conferir tranquilidade aos seus jogadores, mas não era fácil. O Sporting deixou de conseguir segurar a bola e os minutos finais decorreram com o Boavista a passar muito tempo no meio campo leonino.

Mas a equipa verde e branca serenou com a entrada de Jovane Cabral e o resultado não sofreu mesmo mais alterações. Já nada podia impedir a festa, que começou no relvado mal se escutou o apito final. Uma festa aguardada há 19 anos.

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