Sporting revalida título na Taça da Liga

Sporting dá a volta e revalida o título na Taça da Liga. Leões bateram o Benfica por 2-1 em Leiria e somam a segunda Taça da Liga consecutiva

Sporting, Taça da Liga
Autor: Horta e Costa | 29 de Janeiro de 2022

O Sporting esteve a perder frente ao Benfica, depois de um golo de Everton Cebolinha, mas conseguiu dar a volta na segunda parte, depois de golos de Gonçalo Inácio e Sarabia (2-1). Segundo triunfo consecutivo na Taça da Liga para os leões.

Benfica e Sporting em Leiria, no segundo ombro a ombro da temporada, num jogo que iria atribuir o primeiro troféu da época: O título de campeão de inverno.

Duas equipas que garantiram o bilhete para a final, depois de derrubarem Boavista e Santa Clara. Dois emblemas sedentos de um título para recuperarem o nível de confiança. No caso dos leões, apenas um triunfo nos três últimos jogos do campeonato, depois das derrotas frente ao Santa Clara (3-2) e Sporting de Braga (2-1). Os encarnados com um empate caseiro frente ao Moreirense em 2022, e ainda em convulsão depois da saída recente de Jorge Jesus e a entrada de Nelson Veríssimo para comando técnico. No que diz respeito à história na competição dois papa troféus, Sporting, detentor do troféu e com três triunfos.

Onzes e apostas de Rúben Amorim e Veríssimo

Éra uma das incógnitas para o dérbi, Benfica em 4-4-2 ou 4-3-3, a incógnita foi desfeita com a constituição das equipas, com os encarnados a apresentarem-se no miolo João Mário, Weigl e Meite. O médio francês de 27 anos rendeu Paulo Bernardo no onze. Na frente um tridente com Everton e Diogo Gonçalves no apoio a Yaremchuk.

Já em relação ao Sporting, três mexidas em relação à partida das meias-finais frente ao Santa Clara, Matheus Nunes entrou para o lugar de Ugarte. Paulinho (ataque) e Feddal (e trio defensivo) também foram apostas, por troca com Nuno Santos e Tabata. Pedro Porro também está no banco e poderá ser lançado por Rúben Amorim.

O domínio nem sempre se traduz em vitórias, mas quem chama para si a posse, é mais objetivo e procura mais o golo, normalmente é bafejado com as vitórias e com os resultados. Nem sempre o futebol é poesia, pois as vitórias só se constroem com a bola na baliza.

O início do dérbi teve o leão com uma entrada mais arrojada, mais confiante, com mais posse.  Matheus Reis, servido por Esgaio, provocou o primeiro frisson na partida, com um remate a bater nas malhas da baliza de Vlachodimos, numa tentativa de chapéu. A pressão dos verdes e brancos acentuava-se, em pressão alta, com o Benfica centrado na tarefa de condicionar o meio campo do Sporting, com Meité e João Mário.

Leões mais afirmativos em posse, com pressão alta, com os encarnados mais na expetativa. Mas o que é certo é que o Sporting não criava oportunidades. O Benfica, por outro lado, na primeira vez que foi à frente fez golo. Everton pegou na bola, trocou as voltas a um adversário e depois disparou um petardo, fuzilando Adán aos 23´. Um remate, um golo, num lance construído do lado direito e numa altura em que o Sporting estava mais forte.

O golo não condicionou o Sporting, só talvez na pressa de fazer golo. A resposta surgiu logo a seguir, num cabeceamento de Inácio, para uma defesa de Vlachodimos.  A toada não mudou com o golo, com o Sporting com mais bola, mas sem criar oportunidades, mas com o Benfica aparentemente confortável, atrás da linha da bola. Os verdes e brancos foram para cima e esticaram linhas à procura do empate.

Pedro Gonçalves e Sarabia não tiveram a melhor pontaria, com um cabeceamento ao lado e uma bola ao poste do espanhol. Antes do intervalo, Paulinho cabeceou à figura de Vlachodimos. O leão ao intervalo vencia em todos os capítulos, com 64-34 de posse, mais remates (2-7) , cantos (3) o Benfica com apenas dois, mas um golo marcado. No fundo, o que é mais importante no futebol.

Mas na segunda parte, o leão tinha que ser mais contundente e foi. A segunda parte arrancou praticamente com o golo do empate. Pontapé de canto marcado por Sarabia da esquerda, com Inácio desta vez a não perdoar e a fazer o golo. Os verdes e brancos estavam com intensidade, com Matheus a encher o campo, a esticar o jogo, a entrada de Porro (para o lugar de Matheus Reis) dá ao Sporting outra capacidade para fazer a diferença. Veríssimo também mexeu, tirou Yaremchuk e lançou Gonçalo Ramos, um avançado mais móvel e poderia trazer coisas diferentes ao jogo do Benfica.

Mas era o Sporting que tinha a faca nos dentes, que queria com mais força agarrar a Taça. Paulinho atirou à barra num remate à meia volta, depois de cruzamento de Matheus Nunes. O golo da reviravolta viria logo a seguir.

Porro furou na defesa, meteu a bola em Sarabia, que na cara de Vlachodimos atirou para o segundo dos leões. Nelson Veríssimo arriscou tudo com as entradas de Pizzi, Taarabt e Henrique Araújo. O leão tentou ‘trancar’ a porta com as entradas de Ugarte. Entraram Tiago Tomás, de saída para o Estugarda, e Nuno Santos para os minutos finais para o lado dos leões. O Benfica, na segunda parte, praticamente não se aproximou da baliza do Sporting. Já no final foi pedido penalti num lance entre Matheus Nunes e Henrique Araújo.

Não havia tempo para mais e foram os leões a agarrarem mais uma Taça para o museu.

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