Tempo: 77 desalojados em sete mil ocorrências

Publicado por Horta e Costa em 20 de Dezembro de 2019 | 20:11

Proteção Civil alerta para o agravamento do estado do tempo. Número de desalojados aumenta para 77 em sete mil ocorrências. Veja aqui todas as ocorrências

O número de desalojados devido ao mau tempo que assola Portugal continental desde quarta-feira aumentou para 77, registando-se até às 12:00 de hoje cerca de sete mil ocorrências, com dois mortos e um desaparecido. Veja aqui as previsões do tempo, os alertas da Proteção Civil e as indicações para as diferentes localidades.

Num balanço feito ao início da tarde, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) referiu que os distritos mais afetados são Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Braga e Lisboa.

Segundo a Proteção Civil, até às 20:00 deverá verificar-se um agravamento do estado do tempo, sendo depois expectável que a situação comece a estabilizar.

Lisboa

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), encerrado desde quinta-feira devido a fortes rajadas de vento que derrubaram parte do teto, reabre no dia 27 de março, após as obras de manutenção que estavam previstas para fevereiro.

As ligações fluviais no rio Tejo realizadas pela Transtejo Soflusa estão a ser retomadas, desde as 17h30, com avaliação da continuidade do serviço a cada momento. No site da empresa é possível consultar o estado do serviço. As ligações estiveram suspensas durante esta sexta-feira desde as 13:00 de hoje devido às condições atmosféricas que se fazem sentir, anunciou a Transtejo.

Os voos com partida e chegada no aeroporto de Lisboa estão registaram atrasos esta quinta-feira, informou a ANA – Aeroportos de Portugal.

O trânsito rodoviário na Ponte 25 de Abril esteve condicionado quinta-feira ao final do dia para motas e camiões com lona.

Já sobre as ligações ferroviárias na ponte, informa a Fertagus que estas estavam na quinta-feira a decorrer de forma alternada — em situações de climatéricas adversas não é possível ter dois comboios a circular em simultâneo, o que pode gerar alguns atrasos.

A Estrada Marginal que liga Lisboa a Cascais esteve cortada ao trânsito esta quinta-feira nos dois sentidos na zona do Alto da Barra, em Oeiras, devido a um acidente rodoviário.

A principal estrada da serra de Sintra, entre os cruzamentos de Azoia e de Portela e Portela Capuchos, foi encerrada devido à forte precipitação e intensidade do vento, divulgou a Câmara de Sintra esta quinta-feira.

A Câmara de Sintra decidiu também encerrar ao público o “Reino do Natal” na quinta-feira, atendendo às condições meteorológicas.

Porto

As águas do Douro galgaram de novo a margem ribeirinha do Porto às 17:48 desta sexta-feira, devendo subir ainda um a 1,5 metros até às 22:30. A margem de Vila Nova de Gaia, ligeiramente mais alta do que a do Porto, deverá ser galgada pelas águas do Douro muito brevemente. Já hoje o rio tinha inundado as zonas ribeirinhas de Vila Nova de Gaia e do Porto. A previsão é de cheias nestas zonas junto ao rio até sábado.

A circulação do Metro do Porto, que esteve cortada entre as estações da Levada e de Fânzeres, em Gondomar, foi restabelecida às 22:50 de quinta-feira, 19 de dezembro.

A Câmara do Porto cortou a circulação automóvel na Avenida de Dom Carlos I, na Foz devido ao agravamento das condições meteorológicas ma quinta-feira, devendo aquela via permanecer encerrada pelo menos até esta sexta-feira.

O comandante da Capitania do Douro alertou para “eventuais alagamentos” em “zonas mais sensíveis” do Porto e de Vila Nova de Gaia, devido à intensa queda de chuva.

Subida do rio Ave em Vila do Conde. O rio Ave galgou esta sexta-feira as margens na freguesia de Touguinha, em Vila do Conde, forçando o corte de uma estrada que dá acesso à zona industrial local, confirmou Joaquim Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde. “A tendência é que o nível das águas baixe até às 16:00 e a estrada possa ser, entretanto, reaberta”, disse o responsável à agência Lusa.

Estádio do Mar em Matosinhos. A bancada nascente do estádio vai estar interdita ao público no jogo de sábado Leixões-Cova da Piedade, da II Liga de futebol, devido a um deslizamento de terra ocorrido durante a madrugada desta sexta-feira. A interdição acontece “por motivos de segurança”, enquanto se aguarda pela “inspeção técnica para ver se a estrutura ficou danificada”, disse à agência Lusa fonte da SAD.

Prejuízos em Gondomar. A Câmara de Gondomar estima que o mau tempo tenha causado nas últimas 48 horas prejuízos de dois milhões de euros e pondera pedir ajuda ao Governo por considerar o valor “incomportável”, disse esta sexta-feira o autarca local.

Coimbra

O troço do IC3 entre o Pinhal de Marrocos e a Ponte da Portela, na cidade de Coimbra, está encerrado ao trânsito esta sexta-feira, 20 de dezembro, devido à inundação da via.

A circulação na ponte sobre o rio Mondego, na Figueira da Foz, foi restringida quinta-feira apenas às faixas interiores, uma em cada sentido, por questões de segurança devido ao vento, disse fonte dos bombeiros.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, ativou o plano de emergência a partir das 19:00 de quarta-feira, anunciou a autarquia, prevendo uma situação de cheia no rio Mondego.

Metade do concelho da Lousã sem abastecimento de água. Segundo o comandante Carlos Luís Tavares, uma parte da conduta de abastecimento foi danificada e o abastecimento está a ser feito com recurso a autotanques da proteção civil distrital.

Bragança

O mau tempo provocado pela tempestade Elsa obrigou esta sexta-feira ao corte da estrada espanhola ZA-921 que liga Puebla de Sanabria, em Zamora, e Bragança junto à fronteira de Rio de Onor. A estrada espanhola encontra-se cortada ao trânsito desde as 07:30 entre os quilómetros 14 e 15 devido ao aumento do caudal do rio Onor que atingiu a via. De acordo com a Junta da Autonomia de Castilha e Leão, devido às fortes chuvas que se fizeram sentir deste quinta-feira, a mesma estrada está também cortada junto a Valverde e Los Valles.

O rio Sabor galgou as margens durante a madrugada desta sexta-feira, 20 de dezembro, na zona ribeirinha do concelho de Torre de Moncorvo, cortando o principal acesso à aldeia da Foz do Sabor, disse fonte da proteção civil.

Em Mogadouro, a estrada municipal que liga a aldeias dos Estevais a Carviçais (Torre de Moncorvo) esteve cortada ao trânsito durante a noite e madrugada desta sexta-feira e, às 10:00, a circulação fazia-se de forma condicionada.

Veículos submersos em Mirandela. A subida das águas do rio Tua submergiu esta sexta-feira duas viaturas na zona ribeirinha de Mirandela, obrigando à retirada de outros 11 veículos que estavam num parque de estacionamento, disse hoje fonte dos bombeiros locais.

Covilhã

Algumas estradas de acesso ao maciço central da serra da Estrela foram encerradas esta sexta-feira, 20 de dezembro, devido à queda de neve e às condições meteorológicas adversas. Os troços Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida, na Estrada Nacional 338, estão encerrados desde às 9:00, não havendo previsão para a reabertura. A ligação entre Piornos/Manteigas está condicionada, já que a chuva intensa fez aumentar o risco de derrocada.

Braga

O telhado de uma casa que voou em Ponte, Guimarães, e postes de eletricidade que vergaram com a força do vento em Joane, Famalicão.

Segundo fontes dos bombeiros, há ainda registo da cobertura de um armazém que foi arrancada pelo vento em Apúlia, Esposende, e que acabou por ir parar ao cemitério local, danificando jazigos e sepulturas.

A vila de Joane, em Famalicão, ficou durante horas às escuras esta quinta-feira, depois de o vento ter literalmente vergado alguns postes de média tensão.

Em Arentim, Braga, as placas da cobertura do salão paroquial também não resistiram, tendo sido arrancadas pelo vento.

Em Vila Verde, há registo de duas casas atingidas por árvores de grande porte que também não resistiram à força do vento.De resto, a queda de árvores constitui, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), o “grosso” das ocorrências.

Em Braga, algumas das inundações registaram-se no parque de estacionamento do centro comercial Braga Parque e em alguns viadutos, designadamente na variante da cidade.

Aveiro

A baixa da cidade de Águeda, no distrito de Aveiro, ficou inundada esta quinta-feira, 19 de dezembro, devido às descargas “brutais” da Barragem de Ribeiradio, no concelho vizinho de Sever do Vouga, disse à Lusa fonte da autarquia.

A Câmara da Mealhada acionou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil. Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara explica a decisão com as “atuais condições meteorológicas adversas, que já provocaram vários estragos/prejuízos em diversas locais, e às previsões de agravamento do estado do tempo para as próximas horas, nomeadamente a possibilidade de ocorrência de rajadas de vento muito fortes e chuvas muito intensas”.

A25 cortada ao trânsito em Albergaria. A subida das águas do rio Vouga levou esta sexta-feira ao corte nos dois sentidos da A25 na zona de Angeja, em Albergaria-a-Velha, informou fonte da GNR. A autoestrada está cortada desde as 14:00, entre o nó do Estádio e o nó de Angeja, sendo a alternativa ao trânsito a A1.

A circulação ferroviária na Linha do Norte foi cortada esta sexta-feira entre a Mealhada e Souselas, e entre Oliveira do Bairro e Mofogores, disse fonte da Infraestruturas de Portugal. O corte deveu-se à inundação das duas vias e à queda de uma árvore sobre a catenária (sistema de distribuição e alimentação elétrica aéreo).

Setúbal

A queda de uma árvore em Canha, concelho do Montijo matou o condutor de um veículo pesado. “Temos o registo de vítima mortal devido à queda de uma árvore sobre um veículo pesado de mercadorias”, disse à Lusa o comandante Rui Laranjeira, da ANEPC.

Nove pessoas ficaram desalojadas no concelho de Almada. O incidente esteve relacionado com a queda de árvores em cima das habitações, não havendo feridos a registar.

Viseu

As buscas para encontrar o condutor de uma retroescavadora que está desaparecido em Ribolhos, Castro de Aire, continuam a decorrer, numa “operação muito complexa” que exige muitos cuidados de segurança, disse hoje a secretária de Estado da Administração Interna.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu confirmou ao SAPO24 a existência de uma vítima mortal, um indivíduo do sexo masculino, na sequência de um desabamento de terras que atingiu uma casa em Codeçais, concelho de Castro Daire. Alerta para a ocorrência foi dado às 15h37.

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa esta sexta-feira, às 17:20, entre Mealhada Norte e Mortágua e entre Luso e Santa Comba Dão, devido ao mau tempo, disse à agência Lusa fonte da Infraestruturas de Portugal. A suspensão da circulação deveu-se à inundação das duas vias junto à estação da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, situação que também afetou a circulação da Linha do Norte.

Viana do Castelo

Na freguesia de Areosa, os ocupantes de um veículo que ficou preso na água da chuva acumulada num viaduto tivera, de ser retirados pelos bombeiros.

Em Ponte da Barca, um deslizamento de terras deixou isolado o lugar de Ruivos, com moram cerca de cinco pessoas. O aluimento atingiu ainda o cemitério, provocando “danos na vedação e em algumas sepulturas”.

Em Ponte de Lima, no Largo de Camões, no centro histórico da vila, a queda da vedação de uma obra, cerca das 18:00, obrigou à intervenção os bombeiros locais. Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros locais, Carlos Lima, acrescentou que o “vento forte que se faz sentir derrubou a vedação em ferro que acabou por rasgar o toldo de uma ourivesaria adjacente à obra”.

Santarém

A circulação na ponte Rainha D. Amélia, que liga os concelhos do Cartaxo e de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, foi hoje suspensa devido ao mau tempo. A circulação será reaberta “assim que estiverem garantidas todas as condições de segurança”, sendo que a situação será reavaliada pela Proteção Civil num ‘briefing’ agendado para as 21:00 de domingo.

Circulação de comboios em Santarém interrompida três vezes ao longo do desta quinta-feira, devido a quedas de árvores.

Leiria

Uma família foi realojada na madrugada de hoje em Leiria devido à queda de uma árvore no telhado da sua casa, confirmou à Lusa o município. Fonte da Câmara de Leiria informou que, na sequência da queda de um telhado num apartamento na zona de São Romão, foi necessário realojar uma idosa e o filho no Centro de Emergência de Alfeizerão da Segurança Social, no concelho de Alcobaça, também no distrito de Leiria.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (PS), revelou que foram registadas 17 inundações e 60 quedas de árvores, mas “nada de grave”. “A maioria dos casos foi de imediato resolvida pelos serviços da proteção civil e juntas de freguesia”, disse. Gonçalo Lopes apelou à população para evitar a zona pedonal do Polis, afastando-se das margens do rio, uma vez que o Lis apresenta um caudal elevado e “com a continuação das chuvas há risco de transbordo”.

A passagem da depressão Elsa provocou ainda cortes de energia na maioria das localidades do norte do concelho, assim como nas freguesias à volta da cidade, nomeadamente, Azoia, Maceira e Parceiros, em resultado de “quedas de árvores nas linhas de alta tensão”.

“A EDP informou-nos que toda a média tensão já está operacional e existem ainda situações pontuais no que se refere à baixa tensão. Aos poucos a situação está a estabilizar”, descreveu o presidente, enaltecendo ao “nível de prontidão” da empresa de energia elétrica.

Vila Real

Peso da Régua em alerta. O caudal do rio Douro galgou a avenida do Douro, em Peso da Régua, e os comerciantes da principal artéria da cidade, a João Franco, foram avisados para retirar os seus bens, disse o presidente da câmara. “A previsão é que a água do rio vá subir, ainda não conseguimos ter uma perceção até onde, mas na zona da João Franco já toda a gente foi contactada para retirar os pertences, pelo menos do rés-do-chão”, afirmou José Manuel Gonçalves. A autarquia cortou ao trânsito as avenidas do Douro, onde o caudal do rio já entrou na parte mais baixa, a da Galiza e ainda a João Franco, que é a principal artéria da cidade. O autarca disse que se está em “alerta vermelho”, que as previsões para as próximas horas são de um agravamento das condições meteorológicas, e ainda que a comissão de proteção civil vai reunir e pode ativar o plano de emergência.

O rio Douro galgou esta sexta-feira as margens no Pinhão, no concelho de Alijó e entrou em quatro bares da zona ribeirinha. Os afluentes do Douro, como o rio Tua, estão também, neste momento, a debitar muita água. Mais abaixo do Pinhão, o rio já submergiu os estabelecimentos localizados no cais fluvial, um bar e uma loja de artesanato, que já se encontravam vazios. As atenções das autoridades centram-se agora na Avenida do Douro, a primeira artéria a ser afetada se o rio continuar a subir, podendo condicionar esta via de ligação a Mesão Frio.

Rio Tâmega já regressou ao leito em Amarante mas câmara mantém apreensão. O presidente da Câmara de Amarante disse hoje à Lusa estar apreensivo com a evolução do caudal do rio Tâmega, que atingiu a baixa da cidade durante a noite, mas regressou ao leito nas primeiras horas da manhã. Durante a noite, o Tâmega chegou à rua 31 de Janeiro e ao Largo Conselheiro António Cândido, a zona mais baixa da cidade, acabando por entrar em alguns estabelecimentos, mas sem atingir o nível observado nas cheias mais recentes na cidade, em janeiro 2016. Os comerciantes tinham retirado os seus haveres, porque foram sido aconselhados, na quarta-feira à tarde, pelos serviços de proteção civil.

 A Câmara de Chaves alertou hoje para o agravamento das condições climatéricas “com precipitação constante e intensa durante todo o dia”. Em comunicado divulgado às 12:30, a autarquia do distrito de Vila Real adiantou que o rio assume agora uma quota de 3,20 metros acima do normal. A subida do rio Tâmega em Chaves, que galgou as margens na quinta-feira, obrigou ao encerramento de vários estabelecimentos comerciais, causando prejuízos, e muitos ainda não sabem quando vão poder retomar a atividade. A avenida Dom João I, na mítica estrada Nacional 02 que liga Chaves a Faro, e as ruas paralelas, têm estado condicionadas ao trânsito desde esta manhã, confirmou a Proteção Civil de Chaves.

Beja

Oito pessoas que viviam num acampamento na periferia de Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, ficaram desalojadas devido ao mau tempo foram para casa de familiares, disse hoje à agência Lusa o presidente do município.

Na quinta-feira, “o vento forte levantou coberturas do acampamento onde viviam 30 pessoas de etnia cigana, mas só duas famílias, de oito pessoas, ficaram desalojadas”, explicou Rui Raposo, presidente da Câmara de Vidigueira.

Segundo o autarca, o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha “tentaram resolver a situação, mas as duas famílias conseguiram arranjar solução e foram para casa de familiares” também em Vila Frades.

Rui Raposo disse que o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha estão “em fase de prevenção” para atuar caso ocorra outra situação do género no acampamento e mais pessoas fiquem desalojadas devido ao mau tempo.

“As previsões meteorológicas não garantem para já melhorias no estado do tempo” e, caso seja necessário, o município dispõe de um casão, situado também em Vila Frades e que foi cedido por uma instituição, onde, “com a ajuda da Cruz Vermelha, será possível garantir condições para realojar pessoas”, disse.

Évora

Uma casa que se encontrava em obras, situada no centro histórico de Évora, ruiu parcialmente hoje de madrugada, devido à chuva e ao vento, sem causar danos pessoais, indicou o responsável da Proteção Civil Municipal.

O comandante do Serviço Municipal de Proteção Civil de Évora, Joaquim Piteira, adiantou à agência Lusa que a casa, situada no Largo 13 de Outubro e que se encontrava desabitada, ruiu parcialmente por volta das 00:30.

A casa “tem paredes de taipa antigas e, por ação da chuva e do vento, acabou por ceder”, tendo os destroços caído para o interior “do perímetro de segurança, que já estava criado devido às obras”, relatou o responsável.

Além desta situação, segundo Joaquim Piteira, foi registada no concelho de Évora, durante a madrugada de hoje, cerca de uma dezena de quedas de árvores e inundações em meio urbano.

Castelo Branco

As estradas da serra da Estrela reabriram hoje ao final da manhã ao trânsito, após terem sido encerradas devido à queda de neve e às condições meteorológicas adversas, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco. Em declarações à agência Lusa, a fonte especificou que a circulação rodoviária nos troços que tinham sido encerrados pela manhã (Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida) foi retomada às 11:30. Já a ligação Manteigas/Piornos “continua condicionada”, dado que a chuva intensa fez aumentar o risco de derrocada.

Açores

 A depressão Elsa obrigou esta quinta-feira ao cancelamento de oito voos da companhia aérea açoriana SATA, sendo quatro ligações inter-ilhas e quatro do arquipélago com o exterior, afetando cerca de 1000 passageiros, avançou à Lusa o porta-voz da companhia.

O vice-presidente da Proteção Civil apelou à população para que continue a adotar medidas de autoproteção, pedindo que evite deslocar-se para junto da encosta, que tenha prudência ao circular na via pública e que tenha cuidado com objetos soltos nas habitações, que possam ser projetados pelo vento, sobretudo tendo em conta que é comum existirem decorações de Natal no exterior nesta época do ano.

A Marinha e Autoridade Marítima Nacional reforçaram esta sexta-feira o alerta de agravamento do estado do mar nos grupos ocidental e central do arquipélago dos Açores entre a noite de hoje e a noite de sábado, dia 21 de dezembro. “Nos Açores, o vento deverá registar velocidades superiores a 100 quilómetros (km) por hora e rajadas acima de 150 km por hora, com direção de oeste”, informou este ramo das Forças Armadas.

Luz

Cerca de uma centena de linhas de alta e média tensão ainda continuam inoperacionais, devido à passagem da depressão Elsa, sendo os distritos de Viseu, Coimbra e Guarda os mais afetados, informou hoje a EDP Distribuição.

Segundo um comunicado da empresa, pelas 13:00, a EDP tem mobilizados no terreno “mais de 1.500 operacionais” e já instalou cerca de 60 geradores nas zonas mais afetadas para fazer face aos problemas de iluminação.

“O número de consumidores sem energia tem vindo a reduzir, embora ainda seja muito elevado, na ordem dos milhares”, aponta a empresa, adiantando que “não existe ainda previsão para a resolução integral do fornecimento de energia”.

Os distritos mais afetados, ainda com cerca de uma centena de linhas de alta e média tensão dadas como inoperacionais, são os de Viseu, Coimbra e Guarda, com postes danificados.

A EDP sublinha que se mantém atenta à evolução meteorológica, em articulação com as autarquias e com as autoridades nacionais e locais de segurança e proteção civil.

Desalojados

O número de desalojados devido ao mau tempo que assola Portugal continental desde quarta-feira aumentou para 77, registando-se até às 12:00 de hoje cerca de sete mil ocorrências, com dois mortos e um desaparecido.

A informação foi referida aos jornalistas por Pedro Nunes, comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), numa altura em que a depressão Elsa continua em deslocação de norte para sul.

“Até às 12:00 registaram-se sete mil ocorrências, envolvendo 21 mil operacionais”, disse Pedro Nunes.

Telecomunicações

A passagem da depressão Elsa “teve impacto ligeiro nos serviços da NOS”, com maior intensidade na região Norte durante a manhã, sendo que existem equipas de prevenção no terreno desde a madrugada, disse hoje à Lusa fonte oficial. “A passagem da depressão Elsa teve um impacto ligeiro nos serviços da NOS e fez-se sentir com maior intensidade na região Norte durante a manhã, e na parte da tarde na região Centro e Sul”, adiantou fonte oficial da operadora de telecomunicações.

A Altice Portugal vai manter o gabinete de crise e o plano de emergência ativos até domingo devido “à continuidade da instabilidade da situação meteorológica”, devido ao agravamento previsto para Norte e Centro do país, anunciou esta sexta-feira a empresa, que reforçou para mais de meio milhar o número de técnicos e operacionais especializados para responder às situações de afetação de serviço e clientes. “Neste momento, a Altice Portugal já recuperou 60% dos clientes afetados e 85% dos sites TDT”, adianta a empresa de telecomunicações num comunicado, em que faz um ponto de situação do impacto da depressão Elsa às 20:00. Segundo a empresa, as principais causas para a afetação de comunicações são o corte de transmissão por queda de árvores ou estruturas e a falha no fornecimento de energia.

A Vodafone tem o serviço de rede móvel indisponível em algumas regiões do Centro e Norte do país devido a falhas de energia elétrica, disse hoje à Lusa fonte oficial da operadora de telecomunicações. “O serviço de rede móvel está indisponível em algumas regiões do Centro e Norte do País devido a falhas de energia elétrica, causadas pela depressão Elsa”, explicou a fonte. “A Vodafone está a acompanhar a situação, sendo expectável que o serviço seja reposto logo que seja reposta a energia”, acrescentou a operadora de telecomunicações.

Na quarta-feira, o IPMA emitiu um aviso vermelho para os distritos do Porto, Braga, Aveiro, Vila Real e Viana do Castelo devido à chuva “forte e persistente, podendo ser acompanhado de trovoada”. Este aviso vigora entre as 12:00 e as 21:00 em Vila Real e Braga, e entre as 12:00 e as 18:00 em Viana do Castelo, adianta o instituto em comunicado.

Já esta quinta-feira, o IPMA colocou também sob aviso vermelho, devido à previsão de rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora, os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra. Segundo o IPMA, as rajadas de vento podem mesmo atingir os 140 quilómetros/hora nas terras altas, entre as 18:00 de hoje e as 03:00 de sexta-feira.

O continente português está a ser afetado, desde a tarde de quarta-feira e até sábado, por chuvas e ventos fortes, sendo esta quinta-feira o “dia mais gravoso”.

Esta sexta-feira, 20 de dezembro, doze distritos de Portugal continental e a costa norte da Madeira estão sob aviso laranja, devido sobretudo a agitação marítima.

Governo diz estar a acompanhar depressão com técnicos “prontos a intervir”

O Ministério da Agricultura garantiu hoje estar a acompanhar a evolução da depressão “Elsa”, sublinhando que os técnicos das Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP) estão “prontos a intervir” no levantamento dos prejuízos.

“O Ministério da Agricultura está a acompanhar a evolução da depressão “Elsa” e os efeitos da mesma no território nacional”, assegurou, em comunicado, o Governo.

De acordo com o ministério liderado por Maria do Céu Albuquerque, os técnicos das DRAP “estão prontos a intervir” no levantamento dos prejuízos e na avaliação da situação, para garantir “a ativação dos mecanismos de apoio aos agricultores”, caso seja necessário.

Inundações, quedas de ramos de árvores e danos em estruturas: Os avisos da Proteção Civil

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de “inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem”, e “inundações por transbordo das linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis”.

Avisa ainda que, tendo em conta as previsões do IPMA, há a possibilidade de inundações de “estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem” e de formação de lençóis de água na estrada, além da queda de ramos de árvores, danos em estruturas montadas ou suspensas.

O agravamento das condições meteorológicas pode ainda levar a “possíveis acidentes na orla costeira” e a “fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência”.

A Proteção Civil alerta ainda para a necessidade de garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes, placards e outras estruturas suspensas; ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, com atenção reforçada em relação à possibilidade de queda de ramos e árvores; evitar praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima.

A Marinha alerta que “está previsto um agravamento excecional das condições meteorológicas e do estado do mar para Portugal continental e para o sector Norte da região de busca e salvamento de Santa Maria, nos Açores, no período compreendido entre a tarde de 19 de dezembro e a manhã de 22 de dezembro”. A ondulação pode atingir uma altura significativa de 11 metros e “períodos médios entre os 12 e os 15 segundos”.

Depois da Elsa, vem aí Fabien. Nova depressão vai afetar Norte e Centro

O Norte e o Centro serão no sábado as zonas do país mais afetadas pela depressão Fabien, estando previstos intensos períodos de chuva e fortes rajadas de vento, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado, o IPMA explica que os efeitos desta nova depressão irão fazer-se sentir a partir da manhã de sábado, “com períodos de chuva forte nas regiões do Norte e Centro”.

A nota refere ainda que haverá “vento forte de sudoeste”, prevendo-se que as rajadas atinjam valores de 90 quilómetros por hora no litoral norte e centro e 120 quilómetros por hora nas terras altas.

“A agitação marítima associada ao Fabien irá também fazer-se sentir na costa ocidental, em especial no litoral norte”, acrescenta a nota.

Contudo, prevê-se que os efeitos da depressão Fabien não apresentem em Portugal continental a mesma intensidade do que os da tempestade Elsa, “em particular em termos de vento e com mais significado em termos de precipitação”.

“Prevê-se que a agitação marítima seja mais forte no litoral norte do que a que foi gerada pela depressão Elsa, sendo menos forte no restante litoral oeste e com impacto reduzido no litoral sul”, indica o IPMA.

Em declarações esta tarde à Lusa, fonte do IPMA adiantou que a situação de vento muito forte ainda tem tendência para se agravar um pouco, principalmente na região Sul, até cerca da meia-noite de hoje, devido à depressão Elsa, começando depois “a diminuir gradualmente de intensidade” durante a madrugada de sexta-feira.

Para sábado o IPMA colocou avisos de nível amarelo para o vento e agitação marítima, mas é provável que passem para laranja, o segundo mais grave da escala, em alguns distritos.

Estas depressões que atingem a península Ibérica estão a provocar o vento muito forte que se faz sentir em Portugal e Espanha desde quinta-feira à noite.

O IPMA prevê uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

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